Falar difícil na redação? Xô!

Os vocábulos longos e pomposos criam uma barreira entre leitor e autor. Xô! Em vez de unicamente, use só. Em lugar de falecer, morrer. Substitua féretro por caixão, obviamente por é claro, morosidade por lentidão. E siga o exemplo de Carlos Lacerda: “Mãe é mãe. Genitora é a tua. Progenitora é a vó”.

Prefira Supremo Tribunal Federal a pretório excelso, recurso a inconformação, resposta a contestação.

Algumas palavras que são literárias e científicas e devem ser evitadas na redação.

Use:

Afastar, não abduzir
Unido, não adstrito
Agressivo, não belicoso
Enganoso, não capcioso
Divertido ou engraçado, não chistoso
Aliança ou coligação, não coalizão
Associação ou conciliação, não consociação
Conclusão, resultado ou consequência, não corolário
Discordar, não dissentir
Aroma ou perfume, não eflúvio
Consideração ou especulação, não elucubração
Inflexível, não empedernido
Iludir ou enganar, não engodar
Prólogo, não exórdio
Esconderijo, não homizio
Característica, estrutura ou particularidade, não idiossincrasia
Inflamado ou ardente, não ígneo
Influência ou influxo, não influição
Qualidade, tipo ou espécie, não jaez
Abundante ou suntuoso, não lauto
Tagarela ou falador, não loquaz
Mediador, não mediatário
Ofensa ou insulto, não opróbrio
Beijar, não oscular
Dinheiro, economia ou patrimônio, não pecúlio
Esbanjador ou gastador, não perdulário
Pretensioso, afetado ou esnobe, não pernóstico
Região ou país, não plaga
Adiar ou prorrogar, não procrastinar
Princípios, não prolegômenos
Fantasia, ilusão ou utopia, não quimera
Avermelhado, não rubicundo
Hesitar, não tergiversar
Nacionalismo ou patriotismo, não ufanismo
Eventualidade, não vicissitudes
Injúria, afronta ou ultraje, não vitupério

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