Jornal Correio da Paraíba - Milenium - 5 de janeiro de 2020
Milenium - Paraíba: Domingo, 5 de janeiro de 2020 / F1
DJI anuncia nova geração do drone Mavic Mini no Brasil
DJI anuncia nova geração do drone Mavic Mini no Brasil
A DJI, empresa que possui 85% do market share mundial de drones, realizou um evento nesta quarta-feira (13) em São Paulo para anunciar a nova geração do drone Mavic Mini. O modelo foca em portabilidade, sendo dobrável e trazendo dimensões consideravelmente menores do que as esperadas para drones, de forma geral. E é um modelo leve, também, pesando somente 249 gramas com hélice, bateria e cartão microSD.
Um dos grandes destaques fica para a câmera, com 12 megapixels e capaz de gravar vídeos em 2.7K a 30 frames por segundos e 1080p a 60 frames por segundo. E claro: conta com estabilização de imagem motorizada em 3 eixos para garantir vídeos de qualidade, além de oferecer a tecnologia de navegação GEO 2.0 para oferecer mais segurança na hora de voar e pousar.
Mesmo sendo consideravelmente menor do que a maioria dos drones, de forma geral, o Mavic Mini possui uma autonomia de até 30 minutos, mais do que muitos concorrentes maiores. O que é fácil de explicar, já que ele conta com uma bateria menor, mas é consideravelmente mais leve. Ou seja, há um equilíbrio melhor entre peso/capacidade de bateria.
O Mavic Mini está disponível a partir de hoje e pode ser adquirido em duas versões:
Básica: inclui o controle, bateria, hélices adicionais e cabo de bateria (preço não revelado);
Completa: inclui todos os itens da versão básica e adiciona um case para transporte, duas baterias extras e 3 kits extras de hélice (R$ 4.049);
F2
Apple pretende lançar óculos AR em 2022 para substituir smartphones
A Apple se prepara para o próximo passo na indústria da tecnologia. Os smartphones já estão por aí há 10 anos, e dominaram o mercado, mas é hora de superá-los, acredita a empresa. De acordo com uma reportagem do site The Information, está chegando a hora dos óculos de realidade aumentada.
Antes pensado para chegar em 2020, as novas informações, obtidas por fontes familiares ao assunto, é de que a Maçã pretende lançar um headset em 2022, que deve ser chamado de Apple Eyes. O dispositivo teria suporte a realidade aumentada e virtual e tem o codinome N301.
Parecido com o Oculus Quest, o headset da Apple utilizaria câmeras externas para mapear o ambiente à sua volta, incluindo silhuetas de pessoas, móveis e cômodos, com um display de alta resolução que exibe as informações ao usuário, podendo misturar o mundo real ao virtual.
Ainda de acordo com fontes internas, desenvolvedores receberão informações para começar a projetar aplicativos em 2021.
Oculus Quest, lançados em maio: dispositivo gamer com controles manuais (Foto: Divulgação/Oculus)
Substituto dos smartphones
Posteriormente, a Apple já planeja o lançamento de um segundo dispositivo, mais parecido com um par de óculos, que seria mais leve e projetado para um uso mais prolongado. De acordo com a publicação, “protótipos atuais parecem óculos de sol caros, com armações grossas para abrigar bateria e chips”.
As lentes também poderiam escurecer para informar a possíveis interlocutores que o usuário estaria ocupado, checando informações no visor.
Esse segundo modelo pode chegar ao mercado já em 2023 e seria um possível substituto dos smartphones. Tim Cook já falou antes que vê a realidade aumentada como uma “grande ideia, como o smartphone”. Em 2017, ele disse ao Independent que o smartphone “é para todos”, e que a Apple não pensa em demografias ou regiões específicas ao projetar o iPhone. O mesmo vale para a realidade aumentada.
Gerentes sênior da Apple acreditam que esses óculos podem superar o iPhone em dez anos, tornando-se os dispositivos mais populares do mercado. Se estão certos, é algo que só veremos dentro de alguns anos.
F3
Cabos aquáticos de fibra óptica podem prever terremotos
Responsáveis por uma rede global de telecomunicações submarinas e aparentemente imperceptíveis, os cabos de fibra óptica - que conectam continentes transmitindo informação - podem ajudar cientistas a estudar terremotos e as estruturas geológicas mais escondidas nas profundezas do oceano, de acordo com estudo feito por pesquidadores da Califórnia.
Pelo menos é o que se espera no futuro, já que os cabos são muito mais populares que estações sísmicas submarinas. Quando aperfeiçoada, a técnica deve fornecer importantes dados sobre terremotos que ocorrem no fundo do mar, onde existem poucas estações sísmicas. Atualmente, 70% da superfície da Terra não conta com detectores de terremoto.
Estudo americano usa cabos submarinos para medir abalos sísmicos
Entenda o caso
Em artigo publicado na revista Science, pesquisadores da Universidade da Califórnia registraram um terremoto de magnitude 3,5 na escala Richter, somente com o uso de cabos subaquáticos de fibra óptica. No experimento, que durou quatro dias, na baía de Monterey, foram usados 20 quilômetros desses cabos, o que equivale a 10.000 estações sísmicas ao longo do fundo do oceano.
"Este é realmente um estudo sobre a fronteira da sismologia, a primeira vez que alguém usou cabos de fibra óptica para examinar esses tipos de sinais oceanográficos ou para visualizar estruturas de falhas", explica Jonathan Ajo-Franklin, professor de geofísica e participante do experimento. "Um dos pontos em branco na rede sismográfica em todo o mundo está nos oceanos."
"Existe uma enorme necessidade de sismologia no fundo do mar. Qualquer instrumentação que você utilizar para o oceano, mesmo que seja apenas nos primeiros 50 quilômetros da costa, será muito útil", afirma Nate Lindsey, estudante de pós-graduação e um dos autores do estudo. "Temos enormes lacunas de conhecimento sobre processos no fundo do oceano e a estrutura da crosta oceânica, porque é desafiador colocar instrumentos como sismômetros no fundo do mar", diz Michael Manga, professor de ciências da terra e planetárias da universidade.
No entanto, o cabos de fibra óptica, instalados desde 2009, só foram usados neste teste enquanto estavam offline, para sua manutenção anual, em março de 2018; ou seja, não estavam transmitindo informações. Anteriormente, o grupo da Universidade da Califórnia já havia testado também a medição com cabos de fibra óptica com sucesso em terra.
O potencial da descoberta é enorme, já que a fibra ótica percorre 10 milhões de quilômetros em todo o mundo
Como funciona?
A técnica usada pelos pesquisadores emprega um dispositivo fotoluminoso que envia pulsos curtos de laser pelo cabo e detecta alterações na sua extensão, a partir da tensões no cabo, como alongamentos. Dessa maneira, um cabo de 20 quilômetros pode se tornar 10.000 sensores de movimento individuais. "Esses sistemas são sensíveis a mudanças de nanômetros para centenas de bilionésimos de metro para cada metro de comprimento", explica Ajo-Franklin sobre a precisão da descoberta.
Com os cabos óticos “desligados”, os pesquisadores foram capazes de monitorar a atividade sísmica e o ruído ambiental, e obter imagens do subsolo em uma resolução mais alta e em uma escala maior do que seria possível com uma rede tradicional de sensores.
Mas, para usar os cabos de fibra óptica em funcionamento, os cientistas precisarão comprovar a capacidade da técnica em emitir pulsos de laser através de um canal, sem interferir nos outros canais da fibra que transportam pacotes de dados. Para isso, já começaram novos testes.
Próximos passos
O objetivo final dos pesquisadores é aproveitar as densas redes de fibra óptica em todo o mundo - provavelmente mais de 10 milhões de quilômetros ao todo, em terra e no mar - como medidores sensíveis do movimento sísmico da Terra.
"A rede sísmica existente tende a ter instrumentos de alta precisão, mas é relativamente escassa, enquanto isso dá a você acesso a uma matriz muito mais densa", afirma Ajo-Franklin. Segundo a equipe de pesquisadores, isso permitirá o monitoramento de terremotos em regiões que não possuem estações terrestres - muito caras e de difícil instalação-, como as que atingem grande parte da Califórnia e da costa do Pacífico, propensas a terremotos.
F4
Em 2020, projeto DNA do Brasil deve sequenciar o genoma de 47 mil brasileiros
No final de janeiro de 2020, já estará em andamento a maior empreitada científica que vai, finalmente, colocar o país no mapa da genômica mundial. Liderado pela geneticista Lygia da Veiga Pereira em parceria com a empresa de medicina diagnóstica Dasa e a plataforma de computação em nuvem Google Cloud, o projeto DNA do Brasil planeja descobrir padrões no genoma brasileiro e disponibilizar suas descobertas em bancos de dados globais e públicos.
No entanto, começar uma corrida depois de dada a largada é, via de regra, muito mais difícil. Até porque quem começa depois corre o risco, mais do que perder a prova, ficar para trás no curso da história. Evitar isso é justamente o desafio da professora da USP, Lygia da Veiga Pereira, que espera em um ano ter 7 mil genomas brasileiros sequenciados e outros 40 mil escalados.
Nessa corrida em que o Brasil é lanterninha, cerca de 80% dos genomas sequenciados no mundo são feitos de pessoas caucasianas, ou seja, “são genomas de gente branca, de origem europeia ou norte-americana”, explica professora da USP e responsável pelo projeto. Isso significa que grande parte dos novos medicamentos e investimentos na saúde beneficiam, diretamente, esses grupos e não necessariamente todas as pessoas. Lembrando que a maioria da polução brasileira é fruto de descendentes dos povos africanos, asiáticos e europeus .
Estatisticamente, esta é a representação gráfica da miscigenação da população brasileira (Imagem: Divulgação/ Projeto DNA do Brasil)
Mesmo que o país não seja proprietário das tecnologias, sequenciar é uma tarefa realizável. O maior desafio, como pontua a líder do projeto DNA do Brasil, é que “para as populações miscigenadas, nós conhecemos muito pouco da genética das doenças comuns. A nossa capacidade de dar um resultado, baseado na análise do genoma, para uma pessoa com predisposição para hipertensão, Alzheimer ou diabetes, ainda é baixa.”
Por isso, sequenciar centenas de milhares de brasileiros é tão importante, mesmo que algumas partes — principalmente investidores — não consigam ver essa prioridade. Como conta a professora Lygia, que não conseguiu investimentos do Ministério da Saúde, e teve que recorrer à iniciativa privada. Um desafio e tanto, já que como brinca, financiar pesquisas “não dá direito a ingresso em shows para clientes.”
No caso do DNA do Brasil, o elemento mais fantástico é a transformação de 3,2 bilhões de sequências do código genético de cada voluntário em dados computacionais, mais precisamente um arquivo de 500 GB. Além desse admirável feito, para o sucesso do empreendimento, em longo prazo, a professora da USP ainda aguarda pela implementação de prontuários eletrônicos no SUS e o barateamento no processo de sequenciamento do genoma.
O preço do genoma
Uma das barreiras para a pesquisa do genoma no país é seus custos, mas há uma tendência global de barateamento deste valor. Isso se pensarmos que o sequenciamento do primeiro genoma humano levou cerca de 13 anos para ser feito e custou mais de dois bilhões de dólares.
A tecnologia, hoje, é muito mais barata. Em três dias, é possível sequenciar o DNA humano por mil dólares. Segundo a geneticista da USP, “nós já diminuímos muito o preço, mas ainda não é [uma técnica] popular. A meta da indústria é chegar a um genoma humano por cem dólares.” Valor esse que deve ampliar e muito o acesso ao procedimento.
Professora Lygia apresenta oficialmente o projeto de sequenciamento da população brasileira (Foto: Beto Assem/ Projeto DNA do Brasil)
Ainda distante dessa realidade, a pesquisa brasileira necessita de fomento e a professora foi algumas vezes à Brasília em busca de agência federais. Sem sucesso, foi buscar alternativas na iniciativa privada, onde acreditava que encontraria patrocinadores “se não pela ciência, pela visibilidade de um projeto que é do Brasil, não é da Lygia ou da USP, mas do país inteiro.”
De fato, foi o que aconteceu. Em um primeiro momento, a professora da USP conta: "Fizemos uma cotação de preços internacional e conseguimos uma ótima proposta da BGI [empresa chinesa de sequenciamento de genoma]." No enanto, a empresa brasileira Dasa fez uma contraproposta melhor, em parceria com a Illumina [empresa que produz máquinas que sequenciam o DNA], e posteriormente entrou a parceria com o Google Cloud.
Procurando potencializar o projeto DNA do Brasil, a professora segue “esperançosa” com novos patrocinadores. Como explica, “seria muito importante se a indústria farmacêutica nacional enxergasse uma oportunidade aqui, como em outros países [onde esses projetos já estão acontecendo] que existem investimentos e parceria das farmacêuticas.” Até porque os dados, que serão descobertos, são preciosos e podem ajudar, inclusive, no desenvolvimento de novos produtos.
E o projeto segue de olho em mais investimentos, até porque "esse número precisa crescer", pontua a professora Lygia. "Nós estamos montando uma logística para chegar aos 50 mil sequenciamentos, enquanto isso seria ótimo se o SUS implementasse alguma forma de prontuários eletrônicos. Assim teríamos dados da saúde do Brasil inteiro e poderíamos expandir esse projeto para o sequenciamento de 100 mil brasileiros, depois 200 mil." Isso é claro, contando também com os genomas de 100 dólares que viabilizariam o projeto economicamente.
Etapas do projeto
O projeto DNA do Brasil começou com a identificação de grupos de brasileiros que já estão bem fenotipados. Isso abrange grupos de brasileiros que estejam sendo acompanhados do ponto de vista da sua saúde e comportamento por estudos epidemiológicos nacionais, financiados pelo Ministério da Saúde.
Entre eles, o maior é conhecido por ELSA e abarca brasileiros de diversas regiões do país, com idades entre 35 e 74 anos. Acompanhado desde 2008, o grupo será a base dos primeiros 15 mil sequenciamentos de genomas brasileiros feitos pelo projeto. Para isso, a equipe do DNA do Brasil irá explicar as funções do programa e, assim, obter um termo de consentimento dos participantes, onde autorizam o uso de seus dados pessoais.
A partir de então, as equipes trabalharão em conjunto para adicionar aos dados já coletados, os novos dados genômicos. Em outras palavras, como afirma a geneticista, acontecerá o cruzamento de informações, e dessa maneira, "criaremos um banco de dados genômicos e de dados clínicos."
A vantagem da pesquisa epidemiológica ELSA é que o DNA dos 15 mil participantes já está armazenado, ou seja, após a autorização, o sequenciamento pode começar imediatamente. E uma vez feito esse sequenciamento, o material biológico se transforma dados computacionais, dando início aos estudos. Como explica a professora Lygia, "cruzaremos os dados genômicos com os dados de saúde para tentar identificar variantes genéticas que estejam envolvidas com alguma predisposição a doenças."
A meta, como pontua a geneticista, é "encontrar variantes genéticas de origem africana, indígena, europeia, para entendermos a miscigenação da nossa população. Para isso, não precisamos de um laboratório, mas sim de um grande computador, porque esses experimentos são feitos exclusivamente com os dados obtidos."
Servidores do Google Cloud irão armazenar os arquivos obtidos com o projeto DNA do Brasil (Foto: Divulgação/Google)
Com o armazenamento e processamentos dos dados genômicos coletados, entra em ação a parceria do Google Cloud e sua série de ferramentas analíticas para dados de saúde, que são utilizados nos principais programas de genoma de outros países. Com essas informações processadas, de maneira uniforme, será mais fácil para equipe os comparar com os dados genéticos obtidos com os de populações dos Estados Unidos e da Inglaterra, por exemplo.
Quais resultados são esperados?
A partir de todos os dados levantados, cruzados e analisados, inicia-se uma série de pequisas que buscam compreender propriamente o genoma brasileiro e suas especificidades. É o caso do trabalho da professora da USP, Tábita Hünemeier, que está interessada em entender a miscigenação entre os brasileiros e compreender as frações do DNA indígena e africano que há na população, em uma pesquisa fundamental do ponto de vista histórico.
Já o também professor da USP Diogo Meyer procura desbravar os genes do sistema imunológico brasileiro, analisando o processo evolutivo. Outro professor entre os pesquisadores, Alexandre Pereira, está interessado em estudar as doenças cardiovasculares, de modo a entender quais são as variantes genéticas associadas aos problemas do coração.
As pesquisas levantadas são válidas porque se sabe muito pouco sobre o genoma de populações miscigenadas, já que a maioria dos estudos, hoje, são feitos com genomas caucasianos. "Como é visto em artigos científicos, esses algorítimos que foram desenvolvidos para estimar os riscos em populações brancas não tem o mesmo poder de apreensão em outras populações com uma genética diferente, sejam elas asiáticas, africanas ou latinas", explica a geneticista Lygia.
Por isso, existe "a importância de criarmos um número muito grande de genomas dessas outras populações para que possamos desenvolver essa medicina de precisão para todo a população mundial", conclui a pesquisadora da USP.
Os dados individuais sobre o genoma também podem ser usados para o tratamento de doenças, como a técnica CRISPR para editar cadeias de DNA em pacientes com determinadas disfunções, que é muito poderosa e pode trazer inúmeros benefícios para a saúde humana. Segundo a professora Lygia, "existem equipes testando seu uso para o tratamento de tumores e do HIV, que são usos altamente positivos."
No entanto, a pesquisadora alerta para o uso da técnica CRISPR na criação de bebês geneticamente modificados, por exemplo, como aconteceu na com as gêmeas chinesas, em 2018, que podem ter mutações inesperadas ao longo de suas vidas. Isso porque, segundo ela, é "entrar em uma área bem cinza da ciência e da ética, onde os riscos não compensam os potenciais benefícios."
F5
Intel Core i9-10900K pode ser até 30% mais rápido que o 9900K, aponta rumor
Um documento vazado contendo detalhes sobre testes de benchmark dos novos processadores Comet Lake, da Intel, mostram que o Intel i9-10900K será até 30% mais rápido em tarefas multithread do que seu antecessor, o 9900K.
As projeções de desempenho contêm benchmarks comparativos da SYSmark, SPEC, XPRT e Cinebench. O maior aumento de desempenho foi observado nos resultados da SPEC, que é de onde vem o título "até" 30% mais rápido. No Cinebench, por sua vez, o 10900K é 26% mais rápido que o 9900K, o que novamente impressiona à primeira vista, mas devemos lembrar que esta nova CPU de entrada tem 10 núcleos, enquanto a 9900K tem 8 núcleos; então, na verdade, o aumento de 26% acaba sendo proporcional.
Uma observação interessante é que o material afirma que o 10900K tem um TDP (Thermal Design Power ou Projeto de Força Térmica, na tradução livre) de 125W, alcançando até 250W de TDP em Turbo durante atividades multithread. Nos testes single thread, por exemplo, o benchmark XPRT indicou um desempenho apenas 4% melhor do que o 9900K.
Imagem: MebiuW @ Weibo.com
É possível dizer que processadores Comet Lake representam mais um refinamento de 14nm e a Intel, claro, pode tirar muito mais proveito disso, mas o crescimento de desempenho não parece ser fora da curva, justamente porque o vindouro i9-10900K tem dois núcleos a mais.
Mais clock
Apesar de não ser um ganho substancial, a Intel indica que está aumentando ainda mais a velocidade do clock com os chips Comet Lake e, de acordo com outros rumores, espera-se que o 10900K seja capaz de atingir velocidade de 5,2 GHz Turbo.
A CES 2020 se aproxima e é possível que vejamos este novo chip por lá. Diante do sucesso estrondoso dos novos Ryzen 3000, da AMD, a Intel precisa apresentar logo estes processadores e definir qual será sua estratégia de mercado contra um produto que, ao que parece, é superior. Um preço acessível pode ajudar na competição.
F6
Robôs quadrúpedes: comparamos três "caninos" de peso!
Diante de robôs quadrúpedes, é inevitável a comparação e a identificação com os animais, principalmente os cães e gatos, presença diária na vida de milhares de humanos. Ainda mais nos últimos anos, quando essas criações avançaram em algumas capacidades tipicamente animais, como caminhar sem cair, com certa autonomia. Para os inventores, a natureza pode ser um modelo perfeito para o desenvolvimento de habilidades nas máquinas, mesmo que, por enquanto, ainda seja inalcançável.
Por outro lado, os robôs não precisam necessariamente respeitar os limites da biologia, o que significa que há potencial deles aprenderem novos comportamentos para os quais os animais (ou humanos) simplesmente não foram projetados e nem poderiam vir a realizar, como ter uma superforça. Nesses casos, o limite será a criatividade e a capacidade técnica de realização.
A robótica está cada vez mais sofisticada, princialmente, no desenvolvimento de novas habilidade para máquinas
Confira a seguir três robôs quadrúpedes e suas capacidades especiais que têm provocado inovações:
Com habilidades especias
A equipe de robótica da Universidade Metropolitana de Tóquio e da Universidade de Okayama, ambas japonesas, desenvolveu um robô quadrúpede, nas cores branca e cinza, capaz de subir autonomamente uma escada vertical — o que é uma tarefa complexa, para não dizer impossível, para os animais domésticos.
O robô japonês tem quatro pernas e uma espécie de polegar opositor que pode ser usado para segurar os degraus da escada, como uma garra ou pinça. Além disso, a invenção é equipada com uma série de sensores que trabalham com uma rede neural, capaz de guiar seu percurso pela escada.
Em uma etapa mais desenvolvida de testes (porque o modelo ainda está longe do mercado comercial), essas habilidades poderiam ser muito úteis para o auxílio de vítimas em desastres, andando ou escalando por ambientes irregulares, onde suas capacidades poderiam ser muito úteis.
Pronto para o mercado
Muito mais comercial, a invenção da Boston Dynamics — a empresa de robótica comprada pelo Google em 2013 — já é usada até em operações da Polícia Estadual de Massachusetts e mais parece o novo melhor amigo do homem, mesmo com suas cores amarela e preta, que indicam que a criação parece ter vindo de uma ficção científica interplanetária.
O robô Spot tem uma bateria que garante autonomia por 90 minutos, uma velocidade máxima de 4,8 km/h e a capacidade de suportar cargas de até 13,5 kg. Além disso traz recursos de vídeo 360 graus e pode até abrir portas com um braço especial, que se estende a partir da cabeça desse "cachorro".
A máquina é capaz de realizar o reconhecimento do ambiente e, a partir disso, operar com o auxílio de câmeras para evitar obstáculos. Oficialmente disponibilizado para locação de empresas no mês passado, ainda segue em testes práticos e, ao que tudo indica, já se envolveu em dois acidentes, embora não se saiba o que exatamente aconteceu.
Além disso, esse robô já era famoso por seus vídeos que viralizaram na internet, onde corria por um escritório sozinho e mostrava sua capacidade de subir e descer escadas, sem problemas, ou ainda por dançar a música Uptown Funk, de Bruno Mars.
Versão colaborativa
Mesmo não sendo um modelo mega-funcional, um grupo de estudantes de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveu uma plataforma quadrúpede moderna e coletiva, onde outros inventores podem utilizar como base para suas próprias criações, com baixos custos e peças minimamente personalizadas.
O robô Doggo pode ser construído a partir de peças prontas para uso e uma boa dose de interesse por robótica — o que faz dele uma das melhores alternativas para o desenvolvimento de novas habilidades, sensores e programas para desenvolvedores independentes, que não contam com laboratórios patrocinados por nenhuma instituição.
O modelo apresentado pela equipe de Stanford é pequeno e simpático, com pernas poligonais de aparência rígida, mas funcionais para caminhadas. Além disso, o quadrúpede pode pular mais de um metro no ar. Sem molas, o robô funciona a partir de motores que garantem o impulso.
Sua autonomia é limitada, mas é porque foi pensado exclusivamente para a locomoção. Por ser relativamente barato e não envolver alguns motores especiais ou peças proprietárias, é uma boa base para pesquisas em outros departamentos de robótica
De maneira geral, os modelos de quadrúpedes até agora inventados, estão longe de terem autonomia total para seus movimentos, apesar das impressões causadas por alguns vídeos. A edição pode ser mágica, mas funcionam basicamente desviando de obstáculos, aproveitando pontos de apoio e rotas pré-programadas.
Um fato interessante é que uma das características pouco aproveitadas ainda é a interação humano-robô, o que deve trazer, no futuro, mudanças significativas na maneira com a qual nos relacionamos com essas máquinas. E quem sabe, um dia, teremos quadrúpedes robóticos nos esperando chegar depois de um dia cansativo trabalho.
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