Jornal Correio da Paraíba - Religião - 5 de janeiro de 2020

Religião - Paraíba: Domingo, 5 de janeiro de 2020 / N1

Por que a primeira sexta-feira de cada mês é dedicada ao Sagrado Coração de Jesus?
É recomendável dedicar um tempo especial à Eucaristia, seja participando da Santa Missa, seja fazendo adoração ao Santíssimo Sacramento

A tradição da Igreja Católica dedica toda primeira sexta-feira de cada mês à meditação do mistério da Paixão de Cristo, livremente entregue ao sacrifício da Cruz por nosso amor e para a nossa redenção.
Não se trata, porém, de recordar somente a Sua dor e sofrimento, mas de celebrar o Seu Amor vivido até o extremo. É esse Infinito Amor Divino que a Tradição representa no Sagrado Coração de Jesus, dedicando-Lhe, obviamente, todos os dias e todas as horas, mas, de modo todo especial, a primeira sexta-feira de cada mês.

É um dia em que a Igreja nos convida a Lhe oferecer, na oração e na ação, o mesmo que Deus nos pede todos os dias: a totalidade do nosso ser, mas com uma consciência ainda mais plena e profunda do quanto Jesus Se entregou por nós sem restrições.

Deste modo, é recomendável que, na primeira sexta-feira de cada mês, dediquemos tempo especial à Eucaristia, seja participando devotamente da Santa Missa, seja fazendo adoração ao Santíssimo Sacramento, com particular intenção de reparação pelos nossos pecados e pelos pecados do mundo inteiro. Caso não seja possível fazê-lo presencialmente, pode-se fazer ao menos uma comunhão espiritual e um momento exclusivo de oração e meditação sobre o Amor de Deus em Jesus Cristo.

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus cresceu muito entre os católicos a partir do apelo feito por Jesus em 1675 a Santa Margarida Maria Alacoque:

“Eis este Coração que tanto tem amado os homens. Não recebo da maior parte senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios e indiferenças. Eis que te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento (Corpo de Deus) seja dedicada a uma festa especial para honrar o Meu Coração, comungando, neste dia, e dando-lhe a devida reparação por meio de um ato de desagravo para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares. Prometo-te que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências de Seu Divino Amor sobre os que tributem essa divina honra e que procurem que ela Lhe seja prestada”.


São João Paulo II cultivou com grande esmero essa devoção e a incentivou em todos os católicos. No dia do Sagrado Coração de 1980, ele afirmou:

“Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a liturgia da Igreja se concentra, com adoração e amor especial, no mistério do Coração de Cristo. Quero dirigir hoje, com todos vocês, o olhar do nosso coração ao mistério desse Coração. Ele me falou desde a minha juventude. Todo ano, volto a esse mistério no ritmo litúrgico do tempo da Igreja”.

Com o tempo, a devoção popular passou a dedicar ao Sagrado Coração de Jesus não apenas a primeira sexta-feira após a oitava de Corpus Christi, mas toda primeira sexta de cada mês.

N2

Como rezar o terço? Um guia ilustrado
Para recordar e compartilhar

oração do Terço (ou Rosário) é uma oração milenar da igreja. Somente um coração puro, humilde e de fé compreende o valor desta oração. Ela é destinada aos que buscam ter um coração puro como de uma criança.
Muitos têm dúvidas sobre algumas orações das orações recitadas no terço ou mesmo não descobriram ainda a riqueza que é esta oração. Por isso, preparamos este artigo explicando de forma bem didática como rezar o terço e o texto das orações.

 

como-rezar-o-terco

A partir da cruz, siga as orações na sequência indicada

Inicia-se segurando pela cruz, com a oração do Creio
Reza-se um Pai-Nosso, seguido de três Ave-Maria (Cada Ave-Maria é precedida de uma oração. Vide orações abaixo)
Recita-se: Glória ao Pai, ao Filho…
O terço possui 5 dezenas. A cada dezena contempla-se o mistério, seguido de 1 Pai-Nosso e 10 Ave-Maria
Ao final de cada dezena reza-se Glória ao Pai seguido da jaculatória Oh! meu bom Jesus… (vide orações abaixo)
Ao concluir as 5 dezenas, reza-se os agradecimentos

Orações do Santo Terço
Orações do Santo Terço na sequência da oração.

Oferecimento do Terço


Divino Jesus, eu vos ofereço este terço (Rosário) que vou rezar, contemplando os mistérios de nossa Redenção. Concedei-me, pela intercessão de Maria, vossa Mãe Santíssima, a quem me dirijo, as graças necessárias para bem rezá-lo para ganhar as indulgências desta santa devoção.

Creio em Deus Pai

Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo poderoso, donde há de vir julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

Pai Nosso

Pai Nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossa ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave Maria
Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus. Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

A primeira Ave-Maria em honra a Deus Pai que nos criou [Ave-Maria…]
A segunda Ave Maria a Deus Filho que nos remiu: [Ave-Maria…]
A terceira Ave Maria ao Espírito Santo que nos santifica: [Ave-Maria…]
Amém.
Glória ao Pai
Glória ao Pai, ao Filho e o Espírito Santo. Como era no princípio, agora é sempre. Amém.
Oh! Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Amém.


Na oração do Rosário contemplam-se todos os mistérios. No caso da oração do Terço, contempla-se um dos mistérios, conforme dias e mistérios a seguir:

Mistérios Gozosos (segundas e sábados, e nos domingos do Advento)
 

1- Anunciação do Arcanjo São Gabriel à nossa Senhora.
No primeiro mistério contemplemos a Anunciação do Arcanjo São Gabriel à Nossa Senhora.

2- A visita de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel.
No segundo mistério contemplemos a Visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel.

3- O nascimento de Jesus em Belém.
No terceiro mistério contemplemos o Nascimento do Menino Jesus em Belém.

4- A apresentação do Menino Jesus no Tempo.
No quarto mistério contemplemos a Apresentação do Menino Jesus no templo e a Purificação de Nossa Senhora.

5- Encontro de Jesus no Templo entre os Doutores da Lei.
No quinto mistério contemplemos a Perda e o Encontro do Menino Jesus no templo.


Mistérios Dolorosos (terças e sextas-feiras, e domingos da Quaresma até a Páscoa)
 

1- A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras.
No primeiro mistério contemplemos a Agonia de Cristo Nosso Senhor, quando suou sangue no Horto.

2- A flagelação de Jesus atado à coluna.
No segundo mistério contemplemos a Flagelação de Jesus Cristo atado à coluna.

3- A coroação de espinhos de Jesus.
No terceiro mistério contemplemos a Coroação de espinho de Nosso Senhor.

4- A subida dolorosa do Calvário.
No quarto mistério contemplemos Jesus Cristo carregando a Cruz para o Calvário.

5- A morte de Jesus.
No quinto mistério contemplemos a Crucificação e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.


Mistérios Gloriosos (quartas-feiras e domingos da Páscoa até o Advento)
 

1- A ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
No primeiro mistério contemplemos a Ressurreição de Cristo Nosso Senhor.

2- A ascensão admirável de Jesus Cristo ao céu.
No segundo mistério contemplemos a Ascensão de Nosso Senhor ao Céu.

3- A vinda do Espírito Santo.
No terceiro mistério contemplemos a Vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos com Maria Santíssima no Cenáculo em Jerusalém.

4- A assunção de Nossa Senhora no Céu.
No quarto mistério contemplemos a Assunção de Nossa Senhora ao Céu.

5- A coroação de Nossa Senhora no Céu .
No quinto mistério contemplemos a Coroação de Nossa Senhora no Céu como Rainha de todos os anjos e santos.


Mistérios Luminosos (quinta-feira)
 

1- Batismo de Jesus no rio Jordão.
No primeiro mistério contemplemos o Batismo de Jesus no rio Jordão.

2- Autorrevelação de Jesus nas Bodas de Caná.
No segundo mistério contemplemos a Autorrevelação de Jesus nas Bodas de Caná.

3- Anúncio do Reino de Deus.
No terceiro mistério contemplemos o Anúncio do Reino de Deus.

4- Transfiguração de Jesus.
No quarto mistério contemplemos a Transfiguração de Jesus.

5- Instituição da Eucaristia.
No quinto mistério contemplemos a Instituição da Eucaristia.

Agradecimentos
Infinitas graças vos damos, Soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossa mão liberais. Dignai-vos, agora e para sempre, tomar-nos debaixo do vosso poderoso amparo e para mais vos obrigar vos saudamos com uma Salve Rainha:

Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro nos mostrai a Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó Clemente, ó Piedosa, ó Doce, sempre virgem Maria.

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

N3

O sentido de cada parte da Santa Missa
Conheça mais, participe mais, receba mais graças! – um guia completo e detalhado
Para que a Santa Eucaristia não se constitua em um mero rito mecânico, onde as pessoas só “copiam” o que as outras fazem (gestos, sinal da cruz, genuflexão, etc.) sem entender exatamente o que está acontecendo, é bom que cada fiel católico entenda melhor a Santa Missa, pois só amamos aquilo que conhecemos.
A missa é igual para toda a Assembléia mas a maneira de cada um participar pode ser diferente pois depende da fé que as pessoas têm e também do grau de formação na religião. As vezes vamos fazendo muitas coisas sem saber por quê.

Para participar da missa com fé e alegria, além da sua formação catequética básica, o fiel deve conhecer todas as etapas da liturgia da missa pois ninguém ama o que não conhece.

A palavra MISSA vem do latim missio, que significa despedida ou envio. E, quando os catecúmenos saíam antes do início da Liturgia Eucarística o celebrante os despedia. Desta forma, toda a Celebração Eucarística acabou por ser denominada missa.

A missa é dividida em quatro partes principais: Ritos Iniciais, Liturgia da Palavra, Liturgia Eucarística e Ritos Finais.

1. Ritos Iniciais: Deus nos reúne

Canto de Entrada, Antífona de Entrada, Acolhida - Saudação, Ato Penitencial, Kyrie (Senhor, tende piedade...), Hino de Louvor - Glória (somente em domingos, solenidades e festas) e Oração do Dia - Coleta

Observações:
No Domingo de Ramos, o ato penitencial é substituído pela procissão e entrada solene.
Na Quarta-Feira de Cinzas, é substituído pela bênção e imposição das cinzas após a homilia.
Nos domingos do tempo pascal, pode ser substituído pelo rito da bênção e aspersão da água benta, recordando o batismo.

2. Liturgia da Palavra: Deus nos fala

Primeira Leitura, Salmo Responsorial, Segunda Leitura (somente em domingos, solenidades e festas), Sequência (em Páscoa, Pentecostes, Corpus Christi e Nossa Senhora das Dores), Canto de Aclamação ao Evangelho, Proclamação do Evangelho, Homilia, Profissão de Fé (Credo) e Preces da Assembleia (Oração Universal)

3. Liturgia Eucarística: Deus nos alimenta

1ª parte - Preparação das Oferendas (Ofertório): Canto / Procissão das Oferendas, Orai Irmãos e Irmãs e Oração Sobre as Oferendas
2ª parte - Oração Eucarística (Anáfora): Prefácio, Santo, Invocação do Espírito Santo (Epiclese), Narrativa da Ceia e Consagração, Anamnese, Memorial e Oblação ou Ofertório, Segunda Epiclese, Orações pela Igreja e Doxologia Final
3ª parte - Comunhão: Pai Nosso, Saudação da Paz, Fração do Pão, ''Felizes os Convidados'', Antífona da Comunhão, Canto / Distribuição da Comunhão, Ação de Graças e Oração Depois da Comunhão

4. Ritos Finais: Deus nos envia

Mensagem, Avisos, Bênção Final e Despedida


Explicação:

Ritos Iniciais

1. Monição Ambiental

Ao entrar e sair de uma igreja com um sacrário, procedemos à genuflexão um gesto de adoração a Jesus Eucarístico.
Feita pelo comentarista, ao lado do altar. Um convite à Assembléia para participar da Celebração, criando um clima de oração e fé. Solicita que todos, de pé, recebam o celebrante. Reunido o povo, enquanto o padre entra com os ministros, inicia-se o canto de entrada. A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros. Não havendo canto à entrada, a antífona proposta no Missal é recitada pelo sacerdote ou pelos fiéis.

2. Canto de Entrada e Sinal da Cruz

Durante o canto, o padre, os ministros e/ou acólitos dirigem-se ao altar. O padre faz uma inclinação profunda e deposita o beijo no altar, endereçado a Cristo.
Em seguida, o padre faz o sinal da cruz e o povo faz com ele (não precisa beijar a mão após o sinal), mas sem dizer nada. Ao final, todos respondem o “Amém”.
A expressão “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” quer dizer a pessoa, não apenas o “nome”. Iniciamos a Missa colocando nossa vida e toda a nossa ação invocando a Santíssima Trindade.
Pode ser cantado, mas desde que seja com as mesmas palavras.

3. Acolhida e Saudação

É o “bom dia, boa tarde ou boa noite” de inspiração divina dado pelo Presidente à Assembléia. Em uma das formas litúrgicas, o padre saúda o povo com as palavras de São Paulo aos Coríntios (2Cor 13,11-13):
– A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco!
Independente da forma que é usada, todos respondem:
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

4. Ato Penitencial

“Se estás diante do altar para apresentar a tua oferta e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa tua oferta lá diante do altar. Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão, depois volta para apresentares tua oferta.” (Mt 5,23-24)
Convite para cada um olhar para si (reconhecer os próprios pecados e não os dos outros), buscando um arrependimento sincero, fazendo seu exame de consciência e revisão de vida, libertando-se dos pecados veniais (leves). Não substitui o sacramento da confissão, portanto não alcança os pecados mortais (graves). 
Pode ser feito em forma de ato de contrição: ''Confesso a Deus todo-poderoso'', em forma de diálogo por versículos bíblicos: ''Tende compaixão de nós'', ou em forma de ladainha: ''Senhor, que vieste salvar''.
Precisamos pedir que Jesus purifique nosso coração para termos parte com ele.
A absolvição geral que o padre dá no Ato Penitencial é uma purificação das faltas leves, e realmente nos purificam para participarmos da Ceia do Senhor. Não são permitidas outras músicas de perdão ou de arrependimento.

Alguns cantos que não servem para o Ato Penitencial, adequados para reuniões, encontros ou grupos de oração e inadequados para a Missa:
''Pelos pecados, erros passados, por divisões na tua Igreja ó Senhor'';
''Perdão Senhor, tantos erros cometi. Perdão Senhor, tantas vezes me omiti'';
''Eu confesso a Deus e a vós irmãos, tantas vezes pequei, não fui fiel'';
''Quero confessar a ti: ilumina minh'alma, eu reconheço'';
''Misericórdia, Senhor, Misericórdia'';
''Renova-me, Senhor Jesus, já não quero ser igual'' etc.

Extra: Vale lembrar que o Kyrie ''Senhor, tende piedade'' não pertence ao ato penitencial, é um canto que clama pela piedade de Deus. Pode ser rezado ou cantado.
Aos domingos, particularmente no tempo pascal, pode-se substituir o ato penitencial de costume pelo rito da bênção e aspersão da água benta em recordação do batismo.

5. Hino de Louvor (Glória)

É um cântico solene, uma das mais perfeitas formas de louvor à Santíssima Trindade, porque se dirige ao Pai e a Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Vem logo após o Ato Penitencial, porque o perdão de Deus nos faz felizes e agradecidos. É uma mistura de louvor com súplica.
Inspirado no canto dos anjos que louvaram a Deus no nascimento de Jesus: “Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa vontade.” (Lc 2,14). É um hino cristológico e doxológico, não é trinitário, portanto não se deve cantar ''glória ao Espírito Santo''. O texto do hino não pode ser substituído por outro, deve ser o original, enfático, e não o ''pirata''. Além da versão do Missal Romano, também existe uma letra oficial da CNBB para ser cantada.
O Glória é cantado (ou recitado) em festas e solenidades (mesmo em dias de semana e também naquelas que são precedidas por uma missa própria da vigília) e domingos fora do Advento e da Quaresma, tempos que não são próprios para expressar alegria. Ou seja, nos tempos do Natal, Comum e Pascal.

Exemplos de cantos de ''glória'' ou cantos de louvor que não servem para o Glória:
''Glória ao Pai criador, ao Filho redentor e ao Espírito'';
''Eu canto Glória a Deus por Seu imenso amor'';
''Glória, Glória, Aleluia, Louvemos ao Senhor, Na beleza do que vemos, Deus nos fala ao coração...''

6. Coleta

Do latim “collígere”, que quer dizer reunir, recolher, coletar. Tem o sentido de reunir, numa só oração, todas as orações da Assembleia. Não tem nada a ver com a coleta que se faz no ofertório.
Por isso, começa com o “Oremos um convite aos presentes para que se ponham em oração seguida de uma pausa, para que cada um faça mentalmente a sua oração pessoal. A seguir, o padre eleva as mãos assumindo as intenções dos fiéis e elevando-as a Deus e profere a oração em nome de toda a Igreja.
Por fim, todos dizem “Amém” para dizer que a oração do padre também é sua.
É uma oração presidencial, feita apenas pelo padre, como representante de Cristo. Todas as orações presidenciais são compostas por: invocação, pedido e conclusão. As orações são dirigidas ao Pai, em nome de Jesus nosso mediador, na unidade do Espírito Santo.

Liturgia da Palavra




Após o “Amém” da Coleta, a comunidade senta-se, aguardando, antes, o Presidente dirigir-se à sua cadeira.


A Eucaristia é o “mistério de nossa fé” e a fé vem pela Palavra de Deus (cf. Rm 10,14). Daí a importância da pregação, abrangida pela Liturgia da Palavra. “Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” (Mt 4,4)


A Palavra de Deus não é para ser apenas “lida”, mas “proclamada” solenemente. “A fé entra pelo ouvido.”


As leituras das missas dominicais variam a cada ano, repetindo-se a cada três anos. São os chamados ANOS A, B e C. Em cada ano meditamos o Evangelho segundo Mateus, Marcos e Lucas respectivamente. O Evangelho segundo João se intercala durante o ano em ocasiões especiais, solenidades e festas da Igreja.


Os 3 primeiros Evangelhos fazem como que uma sinopse dos fatos acerca da vida de Jesus são, por isso, chamados de “sinópticos”. O Evangelho escrito por São João focaliza outros fatos e palavras de Jesus, destacando Sua divindade e penetrando mais o Mistério do Filho de Deus.


A Primeira Leitura, em geral, é tirada no Antigo Testamento, onde se encontra o passado remoto da História da Salvação. Em alguns tempos litúrgicos também são tiradas de outros livros do Novo Testamento que não sejam os Evangelhos.


A Liturgia da Palavra é tão importante quanto a Liturgia Eucarística e deve ter um lugar reservado para a proclamação a MESA DA PALAVRA.




1. Canto de Entrada da Bíblia




É um costume herdado do papa João XXIII na década de 1960. É geralmente cantado nos domingos de Setembro ou quando se pretende destacar a Palavra de Deus. É opcional na maior parte do Ano Litúrgico.




2. Primeira Leitura




A Primeira Leitura, em geral, é tirada no Antigo Testamento, onde se encontra o passado remoto da História da Salvação. Em alguns tempos litúrgicos também são tiradas de outros livros do Novo Testamento que não sejam os Evangelhos. No Tempo Pascal, são retiradas dos Atos dos Apóstolos.





3. Salmo Responsorial





É um salmo de resposta cantada ou recitada à mensagem proclamada. Ou ainda, uma “oração” da Leitura, ajudando o povo a rezar e a meditar na Palavra de Deus que acabou de ser proclamada. Não pode ser substituída por outros cânticos que não sejam inspirados no salmo previsto. É retirado dos 150 Salmos ou de cânticos de evangelhos. Não pode ser substituído por um canto de meditação.

Pode ser recitado ou cantado, revezando-se solo e povo, ou ao menos o refrão.


4. Segunda Leitura



Em geral, é uma carta, retirada do Novo Testamento. Só é proclamada nos domingos, solenidades e festas, não nas missas feriais (no meio da semana).


É uma resposta cantada ou recitada à mensagem proclamada. Ou ainda, uma “oração” da Leitura, ajudando o povo a rezar e a meditar na Palavra de Deus que acabou de ser proclamada. Não pode ser substituída por outros cânticos que não sejam inspirados no salmo previsto.



5. Sequência




É um hino cristão cantado antes do Aleluia e é facultativo na maior parte do ano litúrgico. As mais conhecidas e próprias são a sequência de Páscoa, a sequência de Pentecostes, a sequência de Corpus Christi e a sequência de Nossa Senhora das Dores. As duas primeiras são obrigatórias e as duas últimas facultativas.


6. Canto de Aclamação ao Evangelho


Jesus Cristo é a Palavra de Deus. Ele se torna presente na proclamação do Evangelho. Aclamar é aplaudir com alegria, então o canto de Aclamação ao Evangelho é uma espécie de “aplausos” para o Senhor que vai nos falar. Para expressar essa alegria podemos bater palmas, expressando a fé e a alegria em ouvi-lo. 

O diácono, e na falta deste o padre, proclama em um lugar mais elevado, para ser visto e ouvido por toda a Assembléia, que deve estar em pé, numa atitude de expectativa para ouvir a Mensagem. É como se o próprio Jesus se colocasse diante de nós para nos falar do que mais nos interessa.

Pode ser antecedido por um breve comentário, convidando e motivando a Assembleia para ouvir o Evangelho. O Aleluia é cantado nos tempos do Advento, Natal, Comum e Pascal. Não pode ser substituído por outro canto.


Pode ser antecedido por um breve comentário, convidando e motivando a Assembleia para ouvir o Evangelho. Na Quaresma, o canto não tem “Aleluia” e canta-se um versículo ou verso proposto no Lecionário, porque o tempo não é próprio para se expressar alegria, devido ao forte tempo de penitência e contrição.






7. Proclamação do Evangelho


Antes da proclamação do Evangelho, pode-se fazer uma procissão com a Bíblia ou Lecionário e as velas. Para se dar mais destaque ao anúncio da Palavra de Jesus, dois ministros ou acólitos podem segurar uma vela em cada lado do ambão.

Os próprios Apóstolos, depois de ouvirem as parábolas, pediam a Jesus que lhes explicasse o que elas queriam dizer. Assim também é o Povo de Deus, que precisa de alguém que lhes explique as Escrituras, do mesmo modo que Filipe explicou ao ministro da Rainha Candace, da Etiópia, uma passagem do AT:

É sempre retirado dos livros canônicos e nunca pode ser omitido. No ano litúrgico A, lê-se o evangelho segundo Mateus; no ano B, evangelho de Marcos e no ano C, evangelho de Lucas. Já o evangelho de João é reservado para grandes ocasiões especiais, como as solenidades e festas da Igreja.


O diácono/padre saúda a Assembleia:


– Todos: Ele está no meio de nós!

– O Senhor esteja convosco!


– Diácono/Padre: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo N. (se é retirado do livro de Mateus, Marcos, Lucas ou João) …

– Todos: Glória a vós, Senhor!


E, ao final do Evangelho:


– Diácono/Padre: Palavra da Salvação! (E beija a Bíblia)

– Todos: Glória a vós, Senhor!



Extra: Se estiver sendo feito uso de incenso, o padre ou diácono incensa a Bíblia e em seguida inicia a leitura do texto.
8. Homilia (Pregação)




É a interpretação de uma profecia ou a explicação dos textos bíblicos das leituras proclamadas. Não é aula nem momento de exegese bíblica. 

Pode-se comentar todas as leituras ou somente uma delas, de preferência o Evangelho.



Recorda-se o Sermão da Montanha, quando Jesus subiu o Monte das Oliveiras para ensinar todo o povo reunido.

Observa-se que o altar já se encontra, em relação aos bancos onde estão os fiéis, em ponto mais alto, aludindo claramente a esse episódio.

Da mesma forma como Jesus ensinava com autoridade, após sua ascensão, a Igreja recebeu a incumbência de pregar a todos os povos e ensinar-lhes a observar tudo aquilo que Cristo pregou. Portanto, a autoridade de Cristo foi passada à Igreja.


“Bem-aventurado os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática.” (Lc 11,28)

Além do que, a Bíblia não é a única fonte de doutrina para o cristão, mas, inclusive, a Tradição (Oral e Escrita) e o Magistério da Igreja fundada por Jesus:

É obrigatória nos domingos, festas e solenidades da Igreja. Nos outros dias, é recomendável, mas não obrigatória.


“Ouvindo que lia o profeta Isaías, disse-lhe: “Porventura entendes o que lês?” Ele respondeu: “Como é que vou entender se ninguém me explicar?”.” (At 8,30b-31a)

As Escrituras não são de simples compreensão e não estão sujeitas a interpretações particulares, mas tão somente da Igreja que Cristo fundou, sob o Primado de Pedro:

“Pois, antes de tudo, deveis saber que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal, porque jamais uma profecia se proferiu por vontade humana, mas foi pelo impulso do Espírito Santo que homens falaram da parte de Deus.” (2Pd 1,20-21)


“É o que ele faz em todas as epístolas em que vem a tratar do assunto. Nelas há alguns pontos de difícil inteligência, que homens ignorantes e sem firmeza deturpam, não menos que as demais Escrituras, para sua própria perdição.” (2Pd 3,16)


“Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras seja por carta.” (2Ts 2,15)

“Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.” (Jo 21,25)

9. Creio (Profissão de Fé)

Crer em Deus é confiar nele! Com o Creio, a comunidade afirma que crê na Palavra de Deus que foi proclamada e está pronta para pô-la em prática. É como um juramento público.
Há dois textos diferentes para a Profissão de Fé: o Símbolo Apostólico e o Símbolo Niceno- Constantinopolitano.
O primeiro vem do tempo dos Apóstolos. É um resumo das verdades de fé professada pelos primeiros cristãos. É também mais curto, mais resumido e mais recitado nas missas no Brasil.
O Símbolo Niceno-Constantinopolitano surgiu no séc. IV, a partir da heresia de Ário, que, em sua heresia (negação de verdades de fé), disse que Jesus era apenas homem, não Deus (como hoje o fazem os espíritas e os “Testemunhas de Jeová”). Então a Igreja, no Concílio de Nicéia (ano 325), colocou no “Creio” algumas palavras a mais, acentuando a divindade de Jesus:
“Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro…”
Alguns anos depois, Macedônio, outro herege, negou a divindade do Espírito Santo. A Igreja reafirmou essa divindade, a partir do Concílio de Constantinopla (ano 381):
“Senhor que dá a vida e procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado; ele que falou pelos profetas.”
Assim se formou esse Símbolo, surgido após os Concílios de Nicéia e Constantinopla. É uma síntese das verdades fundamentais da fé, para manter os cristãos unidos, à medida que iam se espalhando pelo mundo.
No Brasil, o Símbolo Niceno-Constantinopolitano é recitado apenas em alguns domingos, geralmente quando se fala de Jesus como Messias, o Filho de Deus. 
É o mais elaborado e longo, muito rezado em basílicas e catedrais. 

Eis o símbolo completo:
“Creio em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra; de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos céus: e se encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém!”.
É rezado nas solenidades da Anunciação do Senhor (25 de março) e no Natal do Senhor (nas missas da Vigília, da Noite, da Aurora e do Dia).

As partes em que todos devem fazer a inclinação:

No Símbolo Apostólico: ''que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria''. Em seguida, todos se levantam e continuam.
No Símbolo Niceno-constantinopolitano: ''e se encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e se fez homem''. Em seguida, todos se levantam e continuam.

Nas solenidades já citadas, todos se ajoelham nessas partes e em seguida se levantam e continuam.

10. Oração dos Fiéis (Oração Universal)

No início da missa existe a Oração Coleta uma oração presidencial breve, a fim de colocar a Assembléia em clima de fé para ouvir a Palavra de Deus. A Oração dos Fiéis é um espaço mais abrangente para que os fiéis coloquem publicamente suas intenções.
Após ouvirmos a Palavra de Deus e de professarmos nossa fé nessa Palavra, nós colocamos em Suas mãos as nossas preces de modo oficial e coletivo.
Nessa oração, o povo exerce sua função sacerdotal, suplicando por todos os homens, incluindo as seguintes intenções:
– pelas necessidades da Igreja e do papa;
– pelos governantes, legisladores e magistrados; 
– pelos que sofrem qualquer necessidade;
– e pelas necessidades da comunidade local.
A Equipe de Liturgia deve tomar a iniciativa de ver as intenções da comunidade incluídas na oração, possibilitando que a fé expresse algo mais concreto e vivencial.
O que não se pode fazer na missa são as orações particulares, como leitura de livros piedosos, novenas e o terço. 
Na Oração dos Fiéis, a introdução e a conclusão são feitas pelo Presidente. As outras preces são feitas pelos fiéis, em voz alta, expressando a fé viva e alegria de toda a comunidade, unidade num só coração e numa só alma. As mesmas podem ser feitas pela equipe de Liturgia, ou pelo comentarista.
Durante a Oração dos Fiéis, todos ficam de pé a posição própria do orante e como rezavam os primeiros cristãos. Quando o padre conclui a mesma, ele pede a Cristo, nosso Senhor e todos respondem com o Amém. 
As preces podem ser substituídas por ladainhas em ocasiões especiais.

Liturgia Eucarística

Onde o mesmo pão é repartido entre muitos… O Sacrifício redentor de Cristo é universal. Destina-se a toda a humanidade. Seu valor é espiritual, infinito para todos.

A Eucaristia, como Sacramento, renova a Ceia Pascal; como Sacrifício, renova a ato redentor de Cristo na Cruz.
Todos os gestos, palavras, preces e cantos da Liturgia da Palavra devem levar a Assembléia a participar da Ceia que o Senhor desejou “ardentemente” celebrar com seus discípulos.

1. Preparação das Oferendas (Ofertório)

i) Canto e Procissão das Oferendas

Durante a preparação das oferendas, canta-se o Canto do Ofertório. As principais ofertas são o pão e o vinho. Podem-se trazer outras coisas, como ramos de trigo, cachos de uva, água, flores.
O ato de levar ao altar as ofertas significa que o pão e o vinho estão saindo das mãos do homem que trabalha. As outras oferendas representam também a vida do povo: a flor, símbolo de amor e gratidão; a coleta em dinheiro, fruto do trabalho e da generosidade dos fiéis.
O dinheiro para o ofertório é a nossa oferta para a conservação e manutenção da casa de Deus. Não é uma “esmola”, pois Deus não é mendigo, mas o Senhor de nossa vida. Outra condição para Deus aceitar a nossa oferta é que estejamos em paz como nossos irmãos. A fé pede nossa comunhão com Deus e com os irmãos (cf. Mt 5,23-24). O dinheiro dado é opcional, não é obrigatório. É uma contribuição, não é taxa nem imposto. 
A procissão é opcional. Quando houver, deve haver alguma colocação do comentarista, explicando o sentido das ofertas, sobretudo quando se leva algo que não seja o pão e o vinho. As ofertas devem ter um significado e ajudar a participação da comunidade na Liturgia.
As pessoas que trazem as oferendas em procissão não as trazem apenas em seu nome, mas representando toda a comunidade.
No início da Missa, o Presidente e seus Ministros ficam nas cadeiras em frente ao altar. Eles não vão para o altar, porque este representa a mesa da Ceia, que começa na Liturgia Eucarística.
Ao fim da Oração dos Fiéis, o Presidente e os Ministros vão para o altar para preparar as oferendas: corporal estendido no centro (como uma toalha), missal aberto, o cálice e a patena com a hóstia grande do sacerdote (que pode vir junto com as hóstias dos fiéis, na âmbula sentido de unidade do Presidente com a Assembléia).

ii) Apresentação do Pão e do Vinho

Na Missa, oferecemos a Deus o pão e vinho que, pelo poder do mesmo Deus, mudam-se no Corpo e no Sangue do Senhor. Deus aceita nossa oferta e a transforma numa dádiva de valor infinito a própria Divindade!
O Presidente recebe as ofertas da comunidade e, por sua vez, oferece o pão a Deus, dizendo:
“Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho do homem, que agora vos apresentamos e para nós se vai tornar pão da vida!”
E a Assembléia responde:
“Bendito seja Deus para sempre!”
Então o padre coloca a hóstia (de trigo puro, não fermentado) sobre o corporal e prepara o vinho para oferecê-lo do mesmo modo. Antes, ele põe um pouco de água no vinho e diz: “Pelo mistério desta água e deste vinho, possamos participar da divindade de vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.”
A mistura da água no vinho (puro, de uva) simboliza a união da natureza humana com a divina. Nós (água), na Missa, nos unimos a Cristo (vinho) para formar um só Corpo com Ele. Em seguida, o Presidente eleva o cálice e diz:
“Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho do homem, que agora vos apresentamos e para nós se vai tornar vinho da salvação!”
E a Assembléia bendiz a Deus:
“Bendito seja Deus para sempre!”
Abençoar é bendizer! Bendizemos a Deus nessa hora porque o pão comum que oferecemos vai se tornar para nós o “Pão da Vida” e o vinho, o “Vinho da Salvação”. E porque recebemos muito mais do que oferecemos.
O cálice com o vinho e a âmbula com as hóstias para a comunidade ficam sobre o corporal, no centro do altar, junto da hóstia grande do Presidente, que é colocada sobre a patena.
Essas fórmulas de oferecimento podem ser rezadas em voz alta se não houver canto de ofertório.

iii) Presidente lava as mãos

A oração seguinte fala que nosso sacrifício é aceito por Deus quando temos um coração purificado e humilde.
Após colocar o cálice sobre o corporal, o padre inclina-se diante do altar e reza em voz baixa:
“De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus!”
Essa oração é tirada do Livro de Daniel. Deportado para a Babilônia, o Povo de Israel estava longe do Templo e não podia oferecer a Deus os sacrifícios de cordeiros e bois. Então Azarias fez essa bela oração, oferecendo a Deus o seu sacrifício espiritual.

Quando a missa é festiva, costuma-se incensar as oferendas, a cruz, o altar, o Presidente da Celebração e a Assembléia. O incenso significa que aquele sacrifício deve subir até Deus, como a fumaça.
Antigamente a comunidade levava para o altar ofertas como alimentos e outros objetos que poderiam sujar as mãos do padre, que, por isso, lavava as mãos. Hoje, além da purificação das mãos, há também o sentido da purificação espiritual. Ao lavar as mãos, o padre reza em voz baixa:
“Lavai-me, Senhor, das minhas faltas e purificai-me do meu pecado.” (Sl 50,4)
Essa oração lembra Davi pedindo perdão de seu pecado.

iv) Orai Irmãos e Irmãs

O sacerdote intercede por toda a Assembléia, que deve responder ativamente.
Assim, o padre se volta ao povo e pede:
“Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai Todo-Poderoso!”
Ao que a Assembléia responde:
“Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória de seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.”
Em primeiro lugar, a glória de Deus!

v) Oração sobre as Oferendas

Tem por fim colocar nas mãos de Deus os dons que trouxemos para o sacrifício. Essa oração conclui o Ofertório.
É um modo de insistir a mesma coisa diante de Deus, como nas parábola que Jesus contou (cf. Lc 11,5-8 e 18,1-8).

2. Oração Eucarística ou Anáfora

Inicia o centro, o “coração” da Celebração o Mistério da presença real de Jesus no pão e vinho consagrados. Não é “mais uma oração” da missa é a própria Missa.
Para os judeus, santo era todo o lugar onde Deus se manifestava. De modo especial, o Templo era santo. Dentro do Templo, havia uma parte santíssima o “santo dos santos”, uma sala que continha a Arca da Aliança ou Tabernáculo. Lá só o sumo sacerdote entrava, e uma vez por ano apenas, para o sacrifício expiatório. Só depois de se purificar é que o sacerdote podia entrar ali.
Hoje, em termos de presença de Deus, o mais simples templo católico é mais importante que o Templo de Jerusalém, porque tem dentro de si mais que a Arca da Aliança: o próprio Cristo, Deus Vivo, no sacrário, com a luz acesa ao lado. Ele é o verdadeiro “Santo dos Santos”.
Antes do Concílio Vaticano II, havia uma só forma de Oração Eucarística. Atualmente, para que cada povo possa participar mais e utilizarem sua própria cultura existem várias fórmulas que são aprovadas pela Igreja. No Brasil existem 14 formas.

Existem 11 anáforas: I, II, III, IV, V, VI-A, VI-B, VI-C, VI-D, VII, VIII, IX, X e XI. As anáforas I e III são próprias para dias festivos e solenes. As anáforas II e V são para missas comuns e domingos. A anáfora IV não se pode mudar o prefácio e contém um resumo da história da salvação, podendo ser rezada no Tempo Comum, Quaresma e Advento, mas não é própria para a missa de Exéquias e Finados. 

A anáfora V surgiu para o Congresso Eucarístico de Manaus. 
As anáforas VIs são para diversas circunstâncias e são temáticas. 
As anáforas VII e VIII são para a reconciliação, próprias para os tempos de penitência como quaresma ou toda sexta-feira. 
As anáforas IX, X e XI são próprias para a missa das crianças.

i) Prefácio e “Santo”

O Prefácio é um hino de “abertura”, que nos introduz no Mistério Eucarístico. Nele, o padre convida o povo a elevar seus corações a Deus e proclamar a santidade de Deus, dando-lhe graças.
No Prefácio, o Presidente sempre reza de braços abertos. Ele inicia com o diálogo:
Padre: O Senhor esteja convosco!
Povo: Ele está no meio de nós.
Padre: Corações ao alto!
Povo: O nosso coração está em Deus.
Padre: Demos graças ao Senhor nosso Deus!
Povo: É nosso dever e nossa salvação.
O trecho seguinte do Prefácio compreende algumas palavras próprias, dependendo do Tempo Litúrgico ou da festa que se celebra.
O final do Prefácio é sempre igual. Termina com o cântico:
“Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!”
O “Santo” é tirado de Is 6,3. A repetição, dizendo 3 vezes “Santo” significa o máximo de santidade, “Santíssimo”.
Às vezes, quando o “Santo” é cantado, mudam-se algumas palavras, mas o sentido deve ser o mesmo. O Santo deveria ser sempre cantado. Não pode ser substituído por outro.

ii) Invocação do Espírito Santo (Epiclese)

Momentos antes da Consagração, o padre estende as mãos sobre o pão e o vinho e pede ao Pai que os santifique, enviando sobre eles o Espírito Santo, que nos mandou celebrar este mistério. A assembleia responde: ''Santificai nossa oferenda, ó Senhor''.

iii) Narrativa da Ceia e Consagração do Pão e do Vinho

Neste momento a Assembléia se ajoelha, ou mesmo de pé (normalmente aqueles que por algum problema não podem se ajoelhar, ou por pouco espaço devido à grande quantidade de pessoas ou lugar estreito) porém em posição de adoração (cabeça baixa, em posição de reverência), mas não se senta, a menos que seja por alguma doença. A Ceia Eucarística celebrada por Jesus com os Apóstolos teve origem na Ceia Pascal Hebraica, que também não é celebrada como uma simples recordação, mas como um acontecimento que se faz presente.
Dentro da missa, esta é a hora da transformação do pão e do vinho, que se tornam o Corpo e o Sangue do Senhor.
Por ordem de Cristo, o Presidente recorda o que Jesus fez na Última Ceia. Ele pega o pão, o apresenta ao povo e pronuncia as palavras de Consagração:
“Tomai, todos, e comei, isto é o meu corpo que será entregue por vós.” (Lc 22,17ss)
Após a consagração do pão, o padre levanta a hóstia à vista da Assembléia. A seguir, genuflecte para adorar Jesus presente no Santíssimo Sacramento.
A mesma coisa faz o padre com o cálice de vinho. Ele recorda que Jesus tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos, dizendo:
“Tomai, todos, e bebei: este é o cálice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim.”
Novamente, o padre genuflecte para adorar o Cristo presente após a consagração do vinho.
Na Consagração do pão e do vinho o povo deve ajoelhar-se ou ainda fazer uma profunda inclinação de cabeça no momento em que o padre eleva a hóstia e o cálice.
Durante as palavras de Consagração é que há a transubstanciação a transformação das espécies no Corpo Eucarístico. Nessa hora, o silêncio deve ser total não deve haver nem mesmo fundo musical.
Lembremos que na missa o padre age “in persona Christi”, ou seja, em lugar da pessoa de Cristo. É como se Jesus estivesse pessoalmente presidindo a Celebração.
A Igreja celebra a Missa para cumprir a vontade de Jesus, que mandou celebrar a Ceia:
“Fazei isto em memória de mim!”
No início das comunidades cristãs, eles não falavam “missa”, mas “fração do pão” (cf. At 2,42). São Paulo também fala de missas celebradas em algumas comunidades (cf 1Cor 11,17-34), inclusive celebradas por ele (cf. At 20,7-11).
A Eucaristia não é simplesmente uma das coisas que Jesus fez por nós: é a grande surpresa que Ele nos preparou durante toda a sua vida. Ele já havia prometido nos dar “pão vivo descido do céu” e que esse pão seria a sua carne “para a nossa salvação” (cf. Jo 6,35-69).

iv) Aclamação Memorial

Terminada a Consagração, o Presidente proclama solenemente, mostrando o Sacramento:
“Eis o Mistério de nossa fé!”

v) Lembrança da Morte e Ressurreição de Jesus (Anamnese)

A Assembléia, levanta-se no mesmo momento em que o padre (logo depois da consagração do vinho ele genuflectiu e se levantou) e responde:
“Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”
Há outras formas de resposta: 
''Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte enquanto esperamos a vossa vinda!'' e 
''Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição!''.
 O que é importante é que todos respondam com fé! O Mistério só é aceito por quem crê! Assim, as palavras do celebrante soam como que um “desafio à fé”: “Eis o Mistério da fé!” No Emaús temos o costume de cantar o Maranatha que é perfeitamente litúrgico para o momento, é um clamor ao Jesus que vem!

vi) Oblação

O próprio Cristo é oferecido ao Pai pelo padre, em nome de toda a assembleia. Já não se trata mais de pão e o vinho, mas do Corpo e o Sangue de Jesus. A assembleia responde: ''Recebei, ó Senhor, a nossa oferta''.

vii) Segunda Epiclese

Novamente o Espírito Santo é invocado, agora sobre toda a assembleia reunida, que se torna um só Corpo e um só Espírito em Cristo. A assembleia responde: ''Fazei de nós um só corpo e um só espírito''.

viii) Orações pela Igreja (Preces e Intercessões)

A Igreja é o “Corpo Místico de Cristo”. Nela circula a vida da Graça. É o que chamamos de Comunhão dos Santos, dita no “Creio”. Entre todos os membros da Igreja, no céu ou na terra, existe a intercomunicação da Graça. Uns oram pelos outros, pois somos todos irmãos, membros da grande Família de Deus.
Assim, na Missa, dentre as orações pela Igreja, a primeira é pelo Papa e pelo Bispo Diocesano e seus ministros, pelas suas grandes responsabilidades. Pedimos também pelos evangelizadores e evangelizados, pela conversão dos pagãos e pela perseverança dos cristãos. A assembleia responde: ''Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja''.
A segunda oração é pelos falecidos e orar pelos fiéis que já se foram é um ato de caridade. Na Bíblia há um elogio a Judas Macabeu pela sua intercessão e oferecimento de um “sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos do seu pecado” (2Mac 12,45-46). Fazemos memória dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida, o padre pede que se acolham junto a nós na luz da face. A assembleia responde: ''Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos''.
Finalmente, na terceira oração, pedimos por nós como “povo santo e pecador”, para que estejamos um dia reunidos com a Virgem Maria, mãe de Deus e da Igreja, são José, seu esposo, os Apóstolos e Mártires e todos os bem-aventurados no céu que serviram a Deus no mundo, para louvarmos e bendizermos a Deus. A assembleia responde: ''Concedei-nos o convívio dos eleitos''. A oração termina “por Jesus Cristo nosso Senhor”, que nos disse:
“Em verdade, em verdade, vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai em meu nome, ele vos dará. Até agora não pedistes nada em meu nome. Pedi e recebereis.” (Jo 16,23-24)

ix) Doxologia (Louvor Final) (“Por Cristo…”)

É dito pelo sacerdote e somente por ele. Esse é o verdadeiro e próprio ofertório da Missa, pois é o próprio Cristo que oferece e é oferecido. É por meio de Jesus que damos graças e louvores ao Pai. Ele é o nosso Pontífice, isto é, a nossa “ponte” entre o céu e a terra, como Ele disse:
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim.” (Jo 14,6)
Portanto, encerra-se a Oração Eucarística proclamando:
Padre: “Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a vós, Deus Pai Todo-Poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda a glória, agora e para sempre!”
Depois disso a Assembléia responde o chamado GRANDE AMÉM, que é o principal de toda a missa! Devia ser festivamente dito ou cantado com uma profunda devoção pois é o Amém. Síntese da Missa.
Esse até de louvor é dito de pé, sendo que o Presidente levanta a hóstia e o cálice.

3. Rito da Comunhão

i) Pai-Nosso e Oração Seguinte

Começa a preparação para a Comunhão Eucarística. É a síntese do Evangelho. Para bem rezá-lo, precisamos entrar no pensamento de Jesus e na vontade do Pai. É uma oração de sentido comunitário que, mesmo rezada só, deve-se proferi-la em intenção de todos.
Para comungar o Corpo do Senhor na Eucaristia, preciso estar em comunhão com meus irmãos membros do Corpo Místico de Cristo.
A oração do Pai Nosso é rezada da seguinte forma:
“Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.”
O primeiro céus aparece no plural na versão em português do Pai-Nosso por significar TODO LUGAR e um estado de espírito, de alegria de VIDA. O segundo céu aparece no singular em oposição a terra, significando realmente o céu no sentido da Vida Eterna. Dizemos perdoai-NOS com o pronome NOS pois pedimos que Deus perdoe a NÓS e não as nossas ofensas, assim como perdoamos AQUELES que nos ofenderam e não os pecados deles.

Diz-se ''venha a nós o vosso reino'', pois ''o vosso reino'' é o sujeito da oração, e esse termo não deve ser preposicionado. 
Se fosse ''venha a nós ao vosso reino'', teria uma vírgula, a preposição ''a'' seria um aposto de ''nós'' e nós seríamos o Reino de Deus.

Dentro da missa, o Pai Nosso não tem o AMÉM final, porque a Oração Eucarística ainda não terminou. A oração do Pai Nosso se estende até o final da oração que o sacerdote reza a seguir, pedindo a Deus que nos livre de todos os males. Porque só quando estamos libertos do mal é que podemos experimentar a paz e dar a paz. Assim como só Deus pode dar a verdadeira paz, também só quem está em comunhão com Deus é que pode comunicar a seus irmãos a paz.
Padre: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo salvador.
O “Amém” do Pai Nosso, dentro da missa é substituído pela oração: “Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!”, que é dito logo após a oração anterior.
Pode ser cantado, mas desde que seja com as mesmas palavras da oração. Não se diz o Amém, mesmo quando cantado. 

ii) Saudação da Paz

A paz é um dom de Deus, que só ele pode dar:
“Deixo-vos a paz. Dou-vos a minha paz. Não a dou como o mundo a dá.” (Jo 14,27)
Antes de o Presidente convidar a Assembléia para que se cumprimentem entre si, saudando-se reciprocamente no amor de Cristo, ele recorda as palavras de Jesus, fazendo este diálogo com o povo:
Padre: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
Povo: Amém!
Padre: A paz do Senhor esteja sempre convosco!
Povo: O amor de Cristo nos uniu.

Após a resposta, pode-se dizer: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus ou: Como filhos e filhas de Deus, saudai-vos com um gesto de comunhão fraterna.
Todos se cumprimentam mutuamente, dispensando-se o canto da paz.

Segundo o Papa Francisco, de todos os modos devem ser evitados alguns abusos, tais como: a introdução de um cântico para a paz, inexistente no Rito Romano, os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz, que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis e que em algumas circunstâncias, como a solenidade de Páscoa ou de Natal, Batismo, Primeira Comunhão, Confirmação (Crisma), Matrimônio, Sagradas Ordens, Profissão Religiosa ou Exéquias, ao dar-se a paz seja ocasião para felicitar ou expressar condolência.

iii) Fração do Pão

Ao fim da saudação entre os fiéis, o celebrante parte a hóstia grande e coloca um pedacinho dela dentro do cálice com vinho consagrado. Esse ato tem o sinal da fraternidade, da repartição do pão, como Jesus o fez para seus discípulos na Ceia, além do reconhecimento de Cristo, por parte dos discípulos de Emaús, ao partir o pão em sua casa. 

iv) Cordeiro de Deus

Logo após, o Presidente põe um pedaço da Hóstia no cálice e reza em voz baixa:
“Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna!”
Ao mesmo tempo, a Assembléia canta o “Cordeiro de Deus”.
Embora no Ato Penitencial todos já se tenham purificado, ao aproximar-se do momento da Comunhão os fiéis sentem-se indignos de receber o Corpo do Senhor e pedem perdão mais uma vez, dizendo:
“Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós! (bis) Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz!”. As palavras ''tende piedade de nós'' podem ser repetidas várias vezes, se a fração do pão se prolonga. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.

Em seguida, o padre diz em silêncio: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
Ou: Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para a minha vida.

Enquanto isso, o padre se inclina diante do Santíssimo Sacramento e pede a Jesus que aquela comunhão seja para a sua salvação. Ninguém se atreva a receber o Corpo do Senhor indignamente!
No AT e no NT Jesus é apresentado como o “Cordeiro de Deus”. Sete séculos antes de Cristo, o profeta Isaías predisse que o Messias seria levado à morte, “sem abrir a boca, como um cordeiro conduzido ao matadouro” (cf. Is 53,7). João Batista, ao ver Jesus passando, disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). São Paulo disse: “Cristo, nossa Páscoa, foi imolado” (1Cor 5,7b).
E, de fato, na hora em que Jesus morria na cruz, era imolado no Templo o cordeiro pascal para os judeus comemorarem a Páscoa. São Pedro também disse que não fomos resgatados pelo preço vil de ouro ou de prata, mas “pelo sangue precioso de Cristo, o Cordeiro sem mancha” (cf. 1Pd 1,18-19).

v) Felizes os Convidados!

Terminado o “Cordeiro de Deus”, o Presidente levanta a Hóstia consagrada e a apresenta à Assembléia, dizendo, entre elas cinco fórmulas:
Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. 
Ou: Felizes os convidados para o Banquete nupcial do Cordeiro. 
Ou: Provai e vede como o Senhor é bom. Feliz de quem nEle encontra seu refúgio. 
Ou: Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida. 
Ou: Quem come minha Carne e bebe meu Sangue permanece em mim e eu nEle. 
Ou: Eu sou o Pão vivo, que desceu do céu: se alguém come deste Pão viverá eternamente. 
Em seguida, independente da forma que é usada, o padre continua e diz: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” ou ''Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo!''
Pelo sangue de Cristo fomos salvos. Jesus é o nosso Libertador. Dele nos aproximamos com alegria. Daí o Presidente nos convidar à comunhão, dizendo “Felizes os convidados”.
Ao que o povo responde e acrescenta com o padre uma só vez:
“Senhor, eu não sou digno/digna de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo/salva.” 
Muitos dizem: ''dizei uma só palavra'', embora isso seja um pleonasmo ou redundância, está correto, porque se é uma, é só ela. 
Essa resposta é tirada da resposta do oficial romano, o centurião, dada a Jesus (cf. Mt 8,8). Na verdade, ninguém é digno de comungar. É por bondade de Jesus que Ele vem a nós. Por isso, nos aproximamos da Comunhão com fé e humildade.
A comunhão eucarística não é um “prêmio” para os justos que já se libertaram de todos os pecados, mas um Alimento que fortalece os pecadores na sua caminhada em busca da libertação de todo o mal.

vi) Distribuição da Comunhão

Comungar é receber Jesus Cristo, Rei dos reis, para alimento de vida eterna. Quem comunga deve meditar um pouco nesse Mistério da presença real do Senhor em sua vida. E não comungar e já ir saindo da Igreja, ou ficar conversando e se distraindo. Não convém nem mesmo ir rezar diante de alguma imagem, pois Jesus deve ser o centro da atenção e piedade nessa hora. Ele é o Hóspede divino que acaba de ser recebido.
Após dizer “Felizes os convidados…”, com a resposta da comunidade, o padre reza em voz baixa:
“Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.”
Em seguida, comunga o Corpo e o Sangue do Senhor. Depois o padre e os ministros dão a comunhão para os fiéis. Mostrando a Hóstia a cada um, diz:
“O Corpo de Cristo!”
E quem comunga responde: “Amém!”
Quanto ao modo de receber a comunhão, na boca ou na mão, é de competência do Bispo. Quem comunga, recebendo a Hóstia na mão, deve elevar a mão esquerda aberta, para o padre colocar a comunhão na palma da mão. O comungante, imediatamente, pega a Hóstia com a mão direita e comunga ali mesmo, na frente do padre ou do ministro da Eucaristia. Não pode sair com a Hóstia na mão e comungar andando.
Para comungar é preciso estar na Graça de Deus (sem pecado grave) e em jejum (uma hora antes da comunhão).
Por uma questão prática, normalmente se dá apenas a Hóstia e não o Vinho Consagrado. 
Porém, na Hóstia está o Cristo inteiro e vivo, com seu corpo, sangue, alma e divindade.

O canto de comunhão é um canto processional, ou seja, para se cantar andando, assim como o canto de entrada e o canto do ofertório. De preferência, tenha sintonia com as leituras e com o Evangelho e seja eucarística. 
Não havendo canto, a antífona proposta no Missal é recitada pelo sacerdote ou pelos fiéis.

vii) Canto de Ação de Graças

Após a Comunhão do povo, convém haver alguns momentos de silêncio para interiorização da Palavra de Deus e ação de graças. Pode-se também recitar algum salmo ou cantar algum canto de ação de graças. Não é o momento de dar avisos ou prestar homenagens a alguém. 

viii) Oração Depois da Comunhão

Esta oração ainda se liga à liturgia eucarística, sendo seu fechamento, pedindo a Deus as graças necessárias para se viver no dia a dia tudo o que se manifestou perante a assembleia durante a celebração.
Ao contrário do que muitos pensam, não é um convite apressado para se ir embora.
Apenas após terminada esta oração, que é presidencial, podem-se dar avisos e fazer convites. Se for algo breve, a Assembléia pode ouvir de pé, caso contrário, pode sentar-se.

Ritos Finais

1. Comunicados e Convites

Devem ser breves avisos de forma curta, divulgando os eventos religiosos do mês e informando algo de interesse à comunidade. Não se deve sair rapidamente ou apressadamente da igreja como se fosse pegar o trem.

2. Bênção Final

Solene, dada pelo Presidente. Antes da bênção, o Presidente da Celebração saúda a Assembléia, dizendo: “O Senhor esteja convosco!” E todos respondem: “Ele está no meio de nós.”
Dependendo da igreja, o mesmo pode usar a fórmula ''A nossa proteção está no nome do Senhor''. E todos respondem: ''Que fez o céu e a terra''.
Nesta hora, se a comunidade estiver sentada, deve levantar-se. Aí vem a bênção, que pode ser com uma fórmula simples ou solene. Por exemplo, uma fórmula é: “Abençoe-vos Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo!” E todos respondem “Amém!”
A bênção pode ser também da seguinte fórmula: ''Pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria e seu esposo São José, que a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai e Filho e Espírito Santo desça sobre vós e permaneça para sempre''.
Ao dar a bênção, o padre traça uma cruz sobre a Assembléia e todos devem inclinar a cabeça.
É muito importante a bênção de Deus dada solenemente na Missa! Essa bênção é para cada pessoa presente! É preciso valorizar mais e receber com fé a bênção solene dada no final da Missa.
A Missa termina com a bênção! Em seguida, vem o canto final, que deve ser alegre, pois foi uma felicidade ter participado da Missa.

3. Despedida

Todos devem esperar o sacerdote sair do altar para depois se retirarem. 
Existem oito possíveis fórmulas:

''Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe''. Ou:
''A alegria do Senhor seja a vossa força, ide em paz e que o Senhor vos acompanhe''. Ou:
''Glorificai o Senhor com vossa vida, ide em paz e que o Senhor vos acompanhe''. Ou:
''Em nome do Senhor, ide em paz e que o Senhor vos acompanhe''. Ou:
''Levai a todos a alegria do Senhor ressuscitado, ide em paz e que o Senhor vos acompanhe''. Ou:

Em algumas igrejas, se usam três fórmulas alternativas:
''Em nome do Senhor e com a proteção de Maria, ide em paz e que o Senhor vos acompanhe''. Ou:
''Anunciem ao mundo com vossas vidas as maravilhas do Senhor, ide em paz e que o Senhor vos acompanhe''. Ou:
''Proclamai a todos o amor de Deus, ide em paz e que o Senhor vos acompanhe''.

Em seguida, independente da forma usada, todos respondem: Graças a Deus.
Em algumas ocasiões, como Vigília Pascal, Domingo de Páscoa, Pentecostes ou outra solenidade importante, a despedida é dada com dois aleluias.

4. Canto Final:

Assim como o Canto de Entrada é a primeira impressão da celebração, o Canto Final é a última impressão. Pode ser um canto de envio ou de louvor, um salmo ou qualquer outro canto.

N4

Qual é o sentido do “Amém” dentro da missa?
Confira quais são os momentos certos de dizer “Amém” na missa e a importância desta palavra

Participando de tantas celebrações eucarísticas, podemos deixar passar, despercebidamente, o significado e os momentos em que dizemos o “Amém”, que, lamentavelmente, tantas vezes é inaudível, por outras vezes se diz onde não se deve ou até mesmo se deixa de se dizer onde ele existe, sendo, portanto, obrigatória a sua manifestação.
Nesse artigo quero recordar para melhor poder se viver o que o direito litúrgico determina a esse respeito, entretanto, antes disso, gostaria de analisar, no campo etimológico o que ele quer dizer: num dos mais utilizados dicionários de nossa lusitana língua, e que é editado em nosso país, encontramos a seguinte definição:

Amém – palavra litúrgica de aclamação, que indica anuência firme, concordância perfeita, com um artigo de fé; assim seja; concordância; aprovação, consentimento, confirmação…

Na Celebração Eucarística, o AMÉM ocorre com grande frequência, mesmo naquelas que são celebradas cotidianamente, sobretudo, ele é dito por parte dos fiéis como resposta ao presbítero ou bispo presidente, ou mesmo por toda a assembléia celebrante:

1. No início da Celebração, logo depois que se faz a persignação, quando somente o presidente diz:

“Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” – Todos respondem: Amém.


2. Como resposta a Oração, dita unicamente pelo presidente e que conclui o Ato Penitencial:

“Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe o nossos pecados e nos conduza a vida eterna” – Todos respondem: Amém.

3. Na conclusão da Oração da Coleta (Oração do Dia), que é dita unicamente pelo presidente em suas três possíveis formas para a doxologia final:

“Oremos… Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo ou Vós, que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo e se dirigida a Jesus: Que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. – Todos respondem: Amém.

4. Depois da conclusão feita pelo presidente à Oração dos Fiéis:

“Por Cristo, nosso Senhor” – Todos respondem: Amém.

5. No momento em que o presidente conclui a Oração sobre as Oferendas:

“Por Cristo, nosso Senhor” – Todos respondem: Amém.

6. No final da Oração Eucarística (cânon), que é dita pelo presidente e ou os presbíteros concelebrantes, mas não pelos fiéis depois da doxologia conclusiva:

“Por Cristo, com Cristo, em Cristo… – Todos respondem: Amém.

7. Na conclusão das Orações depois do Pai Nosso (que não tem Amém), ditas pelo presidente somente, e imediatamente antes do Rito da Paz:

“Vós que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo – Todos respondem: Amém.

8. Durante a comunhão, em resposta às palavras do ministro ordinário ou extraordinário que distribui a Santíssima Eucaristia:

“Corpo de Cristo ou Corpo e Sangue de Cristo – O comungante responde: Amém.

9. No final da Oração Depois da Comunhão, dita unicamente pelo presidente:

“Por Cristo, nosso Senhor – Todos respondem: Amém.

10. Como resposta à bênção final dada pelo presidente:

“Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo – Todos respondem: Amém.

Na Celebração Eucarística, em alguns casos somente realizadas nos Domingos e Solenidades a palavra AMÉM pode ressoar também em outras ocasiões:

11. Quando se recita o Glória, seja em latim ou língua vernácula – Todos respondem: Amém.

12. Se está presente um diácono, antes de proclamar o Evangelho ele pede a bênção ao presbítero (Dá-me a tua bênção!); se for um Bispo que preside e um presbítero proclama, esse pede a bênção ao bispo (Dá-me a tua bênção!) – O diácono ou o presbítero respondem: Amém.

13. Se há recitação do Credo, em língua vernácula ou latim, ao seu final – Todos respondem: Amém.

14. Se a Bênção final é dada de forma solene – Todos respondem: Amém, desse modo: depois do convite ao “inclinai-vos para receber a bênção!”, após cada uma das invocações feitas pelo presidente, geralmente três e também após a fórmula de bênção.

Que o nosso Amém, portanto, seja dito com disposição e convicção, no lugar certo e também na hora certa. Amém!

N5

O que fazer se alguém vomitar depois de receber a Comunhão?
Quando uma hóstia se dissolve, deixa de ser a Eucaristia

A presença eucarística de Cristo começa no momento da consagração e dura enquanto as espécies eucarísticas subsistirem. Cristo está presente todo em cada uma das espécies e todo em cada uma das suas partes, de maneira que a fração do pão não divide Cristo” (Catecismo, 1377).
Isso significa que Jesus estará presente nas espécies eucarísticas sempre que elas conservarem suas propriedades de pão e vinho.

Como consequência disso, se uma hóstia consagrada, por exemplo, é misturada com água ou é deglutida, ela vai se dissolver e, assim, deixa de ser a Eucaristia.

O mesmo acontece quando se joga água para dissolver o pouco de sangue de Cristo que fica dentro do cálice para “purificá-lo” depois da Comunhão. Neste caso, o vinho consagrado deixa de ser a Eucaristia.

De forma semelhante, deixam se ser Eucaristia as partículas microscópicas ou invisíveis que caem da hóstia consagrada. São partículas que, de tão pequenas, não são reconhecidas como “pão”.

Dito isso, quando alguém vomita depois de ter comungado, não vomita o pão eucarístico, não vomita o Senhor, vomita o que deve vomitar. Em um vômito, nem sequer existem as espécies eucarísticas. Neste caso, não se faz nada em especial. Simples e tranquilamente, limpa-se o local e a pessoa.

N6

O que fazer se a hóstia consagrada cair no chão durante a Missa?
As diretrizes da Igreja levam em conta o respeito que devemos ter em relação à presença de Jesus na Eucaristia

Às vezes, durante a distribuição da Sagrada Comunhão na Missa, a hóstia pode cair no chão. A gente sempre toma os devidos cuidado e respeito para que isso não aconteça, né? Mas pode acontecer. E talvez nem seja intencionalmente; um momento de distração ou emoção diante da Sagrada Eucaristia é suficiente para deixarmos o Corpo de Cristo cair no chão. Nessa hora, é preciso manter a serenidade e o respeito.
O padre, o diácono e o ministro são encarregados de velar para que o Corpo e o Sangue de Cristo sejam tratados com a devida reverência. A Instrução Geral do Missal Romano determina o que eles devem fazer caso a hóstia sagrada seja derrubada:

“Se cair no chão alguma hóstia ou partícula, recolhe-se reverentemente. Se acaso se derramar o Sangue do Senhor, lava-se com água o sítio em que tenha caído e deita-se depois essa água no sumidouro colocado na sacristia” (IGMR, 280).

O sumidouro, também chamado de sacrarium, em latim, é uma pia especial, cuja água vai diretamente para o solo. Deste modo, os resíduos de elementos sagrados que precisam ser descartados pela igreja regressam à terra de forma digna e respeitosa.

Geralmente, não é possível completar todas as orientações durante a celebração da Missa. Por isso, é comum que o padre coloque um pano branco sobre o lugar em que a hóstia caiu e o limpe adequadamente depois da Missa.

Mas por que tanto cuidado com as espécies sagradas? Porque a Igreja acredita veementemente nas palavras de Jesus: “este é o meu corpo e este é o meu sangue”.


De acordo com o Catecismo da Igreja Católica,

“Pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama, de modo conveniente e apropriado, transubstanciação” (CIC 1376). 

Com isso em mente, acreditamos que o que cai no chão não é só o pão ou o vinho, mas o corpo e o sangue de nosso Salvador. Essa crença transmite tudo o que a Igreja faz em conexão com a Eucaristia, reconhecendo que Deus está realmente presente nessas espécies e que nossa resposta a estes acidentes deveria ser baseada no amor que temos ao nosso Criador.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

JB da Costa - questões

Codificação da TV Diário nas parabólicas

Globo - programação: semana de 23 a 29/10/2004