Colocação pronominal / Uso da vírgula

1  Colocação Pronominal

Profª Giovana B. Schubert


3  Colocação Pronominal

Na utilização prática da língua, a colocação dos pronomes oblíquos é determinada pela eufonia, isto é pela boa sonoridade da frase.

Por isso, em certos casos, podem ocorrer diferenças entre o que a norma gramatical propõe e o que realmente se usa.

Vamos ver, a seguir, as principais orientações para o emprego dos pronomes na língua culta.


4  Colocação pronominal

Os pronomes oblíquos átonos são: me, te, se, nos, vos, lhe, lhes.

Na frase, esses pronomes podem, dependendo de certos fatores, aparecer em três diferentes posições em relação ao verbo: antes, no meio ou depois.

Vamos ver, a seguir, as principais orientações para o emprego dos pronomes oblíquos na língua culta.


5  Próclise v Quando o pronome está antes do verbo.

1. Usa-se a próclise quando há palavras que, por eufonia “atraem” o pronome para antes do verbo. São elas:

a) Palavras negativas (não, nada, nem, nunca, ninguém, jamais...)

Ex.: Nada nos preocupava naquele tempo.

Advérbios, não seguido de vírgula (hoje, aqui, sempre, talvez, muito, realmente, etc.)

Ex.: Hoje me arrependo do que fiz.

c) Conjunções subordinativas integrantes ou adverbiais (que, quando, embora, se, conforme, porque, como, para que, etc).

Ex.: Embora me sinta culpado, não pedirei desculpas.


6  d) Os seguintes pronomes:

* Relativos (que, quem, cujo, onde, qual, etc.)

Ex.: Ficamos em uma colina de onde se avistava o mar.

*Indefinidos: (alguém, muitos, todos, poucos, etc.)

Ex.: Todos me deram apoio.

Alguém me telefonou?

* Demonstrativos: (este, esta, aquele, aquilo etc.)

Ex.: Aquilo lhe fez muito bem.

Isto me pertence.


7  2. A próclise é também usada em frases interrogativas iniciadas por pronomes ou advérbios interrogativos, exclamativas iniciadas por palavra exclamativa e optativas (frases que exprimem desejo).

Ex.: Quem lhe entregou a carta? (frase interrogativa)

Quanta mentira se disse a respeito dela! (frase exclamativa)

Deus nos proteja daquele maluco! (frase optativa)

3. Também se usa próclise em frases com a preposição em + verbo no gerúndio.

Ex.: Em se tratando de cinema, prefiro comédias.

4. Em frases com preposição + infinitivo flexionado (isto é, conjugado).

Ex.: A situação levou-os a se posicionarem contra a greve.


8  Casos facultativos de próclise

Pode-se utilizar tanto a próclise quanto a ênclise:

1. Com pronomes pessoais retos, possessivos e de tratamento, substantivos, numerais e conjunções coordenativas, desde que não precedidos de palavra atrativa.

Ex.: Eu lhe obedeço. (próclise)

Eu obedeço-lhe. (ênclise)

b) Com infinitivo não flexionado precedido de preposição ou palavra negativa.

Ex.: Vim para te apoiar. (próclise)

Vim para apoiar-te. (ênclise)

Espero não o encontrar. (próclise)

Espero não encontrá-lo. (ênclise)


9  Mesóclise Quando o pronome está no meio do verbo.

Essa colocação pronominal é obrigatória quando o verbo está no futuro do presente ou no futuro do pretérito.

Ex.: Entregar-te-ei os documentos hoje.

Dar-lhe-iam uma nova oportunidade?

Observação:

1) Havendo palavra que exija próclise, desfaz-se a mesóclise. Ex.: Não te entregarei os documentos hoje.

2) Se o verbo no futuro não iniciar a oração, a mesóclise é opcional.

Ex.: Seus amigos lhe dariam nova oportunidade.

ou

Seus amigos dar-lhe-iam nova oportunidade.


10  Ênclise v Quando o pronome está depois do verbo.

v É a colocação normal do pronome na língua culta.

A ênclise é usada principalmente nos seguintes casos:

1. Quando o verbo inicia a oração.

Ex.: Entregou-me os documentos hoje.

2. Com o verbo no imperativo afirmativo

Ex.: Por favor, diga-nos o que aconteceu.


11  Observações

1) Se o verbo que inicia a oração estiver no futuro, usa-se a mesóclise.

Ex.: Entregar-te-ei os livros amanhã.

2) De acordo com os padrões da norma culta, não se deve iniciar uma oração por pronome oblíquo, exceto sob licença poética ou quando se pretende reproduzir a fala coloquial. Veja no entanto, no texto a seguir, o que o escritor modernista Oswald de Andrade pensava a respeito dessa regra gramatical.


12  Pronominais Oswald de Andrade

Dê-me um cigarro

Diz a gramática

Do professor e do aluno

E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco

Da Nação Brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me dá um cigarro.


14  Em relação aos tempos compostos e às locuções verbais

O pronome oblíquo pode vir:

Enclítico em relação ao verbo principal, se este vier no infinitivo ou no gerúndio.

Ex.: Eu quero contar-lhe a verdade.

Proclítico ou enclítico em relação ao verbo auxiliar.

Ex.: Eu lhe quero contar a verdade.

Eu quero-lhe contar a verdade.

Mesoclítico, se o auxiliar estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito.

Ex.: Ter-lhe-ia contado a verdade, se a soubesse.


15  Bons Estudos!!!!!!!!! 

 

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Pontuação - Vírgula A vírgula é usada para indicar a separação entre termos independentes entre si, quer no período, quer na oração. Por indicar o que.

PublicouFrancisca Natal Monteiro Alterado mais de 6 anos atrás

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Apresentação em tema: "Pontuação - Vírgula A vírgula é usada para indicar a separação entre termos independentes entre si, quer no período, quer na oração. Por indicar o que."— Transcrição da apresentação:

1  Pontuação - Vírgula A vírgula é usada para indicar a separação entre termos independentes entre si, quer no período, quer na oração. Por indicar o que já está separado, a vírgula não pode ser empregada entre os termos que mantêm entre si uma estreita ligação. Seria erro grave, portanto, colocá-la entre * o sujeito e o verbo: Cada instante da vida é um passo rumo à morte. * o verbo e o objeto direto ou indireto, o verbo de ligação e o predicativo, a locução verbal de voz passiva e o agente da passiva, entre o objeto e o predicativo: A prosperidade faz poucos amigos. 

2  * o nome e seu adjunto adnominal ou complemento nominal: “A mais nobre missão do ser humano é prestar sua ajuda ao semelhante...” (Sófocles) * a oração subordinada substantiva e a oração principal (exceto a apositiva), a oração adjetiva restritiva e a oração principal e antes de oração adverbial consecutiva: O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever. (Almirante Barroso) Quem não gosta do Brasil não me interessa. (Gilberto Amado) 

3  Usa-se a vírgula para separar * Termos que exercem a mesma função sintática: “Ela tem sua claricidade, seus caminhos, suas escadas, seus andaimes.” (Cecília Meireles) * Orações coordenadas assindéticas: “Examinou o polvarinho e o chumbeiro, pensou na viagem, estremeceu.” (Graciliano Ramos) 

4  * Orações coordenadas sindéticas, exceto as introduzidas pela conjunção e: “Cessaram as buzinas, mas prosseguia o alarido nas ruas.” (Manuel Antônio de Almeida) * Aposto explicativo: “Conhecia também o marido, seu Ramalho, sujeito calado, sério, asmático, eletricista da Nordeste.” (Graciliano Ramos) * termos repetidos, objeto direto ou indireto pleonástico e anacolutos: “Tornou a andar, a andar, a andar.” (Machado de Assis) 

5  * Vocativo: “Dom Casmurro, domingo vou jantar com você.” (Machado de Assis) * Orações subordinadas adjetivas explicativas: “Calçava sapatos de duraque, rasos e velhos, a que ela mesma dera alguns pontos.” (Machado de Assis) * Orações intercaladas: “A rosa, disse o Gênio, é a tua infância.” (Augusto Meyer) * Orações subordinadas adverbiais deslocadas: “Assim como a abelha fabrica mel no coração negro do jacarandá, a doçura está no peito do mais valente guerreiro.” (José de Alencar) 

6  * Nas datas, o nome do lugar: São Paulo, 11 de dezembro de 2015. * Palavras e expressões explicativas, retificadoras, continuativas, conclusivas ou enfáticas: Sairá amanhã, aliás, depois de amanhã. * Para indicar a elipse do verbo: “Em frente, um gramal vastíssimo.” (Raul Pompéia) 

 

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2  * o nome e seu adjunto adnominal ou complemento nominal: “A mais nobre missão do ser humano é prestar sua ajuda ao semelhante...” (Sófocles) * a oração subordinada substantiva e a oração principal: O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever. (Almirante Barroso) Quem não gosta do Brasil não me interessa. (Gilberto Amado) 

3  Usa-se a vírgula para separar * Termos que exercem a mesma função sintática: “Ela tem sua claricidade, seus caminhos, suas escadas, seus andaimes.” (Cecília Meireles) * Orações coordenadas assindéticas: “Examinou o polvarinho e o chumbeiro, pensou na viagem, estremeceu.” (Graciliano Ramos) 

4  * Orações coordenadas sindéticas, salvo as introduzidas pela conjunção e: “Cessaram as buzinas, mas prosseguia o alarido nas ruas.” (Manuel Antônio de Almeida) * Aposto explicativo: “Conhecia também o marido, seu Ramalho, sujeito calado, sério, asmático, eletricista da Nordeste.” (Graciliano Ramos) * pleonasmo, polissíndeto e repetições: “Tornou a andar, a andar, a andar.” (Machado de Assis) 

5  * Vocativo: “Dom Casmurro, domingo vou jantar com você.” (Machado de Assis) * Orações subordinadas adjetivas explicativas: “Calçava sapatos de duraque, rasos e velhos, a que ela mesma dera alguns pontos.” (Machado de Assis) * Orações intercaladas: “A rosa, disse o Gênio, é a tua infância.” (Augusto Meyer) * Orações subordinadas adverbiais deslocadas: “Assim como a abelha fabrica mel no coração negro do jacarandá, a doçura está no peito do mais valente guerreiro.” (José de Alencar) 

6  * Nas datas, o nome do lugar: São Paulo, 11 de dezembro de 2015. * Partículas e expressões de explicação, correção, continuação, conclusão, concessão: Sairá amanhã, aliás, depois de amanhã. * Para indicar, às vezes, a elipse do verbo: “Em frente, um gramal vastíssimo.” (Raul Pompéia) 

 

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