Prof. Renato Aquino (2)

Pontuação

Vírgula:

Nos termos - usa-se para separar o aposto explicativo, o vocativo, termos repetidos, objeto direto ou indireto pleonástico, palavras e expressões explicativas e retificadoras, termos de mesma função sintática, nome de lugar nas datas e número de rua em endereços, adjuntos adverbiais antepostos ou intercalados, para indicar a elipse do verbo e nos anacolutos

Nas orações:

Coordenadas - exigem vírgula, exceto as aditivas iniciadas por e, que só admitem vírgula quando o sujeito é diferente, se a conjunção vier repetida ou tiver valor adversativo

Subordinadas:
Substantivas - vírgula apenas nas apositivas: pode ser substituída por dois-pontos ou travessão
Adjetivas - vírgula apenas nas explicativas: pode ser substituída por travessão ou parênteses
Adverbiais - vírgula facultativa na ordem direta, obrigatória na ordem inversa ou quando intercalada

Não se usa - entre o sujeito e o verbo, entre o verbo e o objeto, entre o objeto e o predicativo, entre o verbo de ligação e o predicativo, entre o nome e o complemento nominal, adjunto adnominal ou aposto especificador, entre a locução verbal de voz passiva e o agente da passiva, entre a oração adjetiva restritiva e a oração principal, entre a oração principal e a oração subordinada substantiva - exceto a apositiva e antes de oração adverbial consecutiva

Ponto e vírgula - separa grupos de termos, quando coordenados, itens de uma enumeração, orações coordenadas adversativas e conclusivas quando deslocadas ou quando se quer dar uma pausa maior

Dois-pontos - introduz uma citação, enumeração, explicação, resumo, exemplo, nota, observação, aposto ou oração apositiva

Ponto final - usa-se no fim de frases declarativas e imperativas e em abreviaturas

Ponto de interrogação - usa-se em frases interrogativas diretas. Em frases interrogativas indiretas, não se usa

Ponto de exclamação - usa-se em frases exclamativas e optativas, em interjeições e vocativos

Travessão - introduz a fala do personagem nos diálogos, destaca uma palavra, expressão ou oração na frase

Reticências - indicam suspensão ou interrupção do pensamento, hesitação e dúvida, continuidade de uma ação ou fato, que alguma parte do texto foi retirada e permitem que o leitor siga imaginando o texto com sua imaginação

Parênteses - introduzem explicações, comentários e considerações, indicam nomes de autores, obras e capítulos relativos à citação, indicam alternativas de palavras e são usados nos roteiros de teatro

Os colchetes têm uso semelhante ao dos parênteses, mas seu uso se restringe a textos didáticos, filosóficos ou científicos

Aspas - usam-se em uma citação ou transcrição, em gírias, estrangeirismos e neologismos, em ironias, em nomes de livros, obras de arte, filmes, músicas, jornais e revistas - podendo ser substituída pelo itálico

Termos da oração

Termos essenciais:

Sujeito - é o ser a respeito do qual se dá uma informação. Pode ser:

Simples - apenas um núcleo

Composto - dois ou mais núcleos

Oculto, elíptico, implícito ou desinencial - não está expresso, mas pode ser identificado pelo contexto ou pela desinência verbal

Indeterminado - existe, mas não se pode especificar qual é. Ocorre com verbos na 3ª pessoa do plural sem referência e com verbos transitivos indiretos, intransitivos e de ligação na 3ª pessoa do singular acompanhado do pronome SE, que funciona como índice de indeterminação do sujeito

Se houver alguma referência, o sujeito será oculto. Pode se indeterminar o sujeito com verbos transitivos diretos, desde que o objeto venha preposicionado.

Inexistente - a oração é formada apenas pelo predicado. Ocorre com o verbo haver no sentido de existir, acontecer ou realizar-se, os verbos haver, fazer e estar indicando tempo ou clima, o verbo ser indicando hora, data e distância e os verbos que expressam fenômenos da natureza

Se o verbo que indica fenômeno da natureza for usado em sentido figurado, possui sujeito

Os verbos impessoais transmitem sua impessoalidade para o verbo auxiliar da locução verbal, apenas o verbo ser pode ser usado na 3ª pessoa do plural concordando com o predicativo

Predicado - informação que se dá a respeito do sujeito. Pode ser:

Nominal - com verbo de ligação e predicativo do sujeito

Verbal - com verbo de ação

Verbo-nominal - com verbo transitivo ou intransitivo e predicativo do sujeito ou do objeto. Na fusão dos dois predicados, o verbo de ligação fica subentendido

Termos integrantes:

Objeto direto - complemento de verbo transitivo direto. Pode ser preposicionado com verbos que expressam sentimentos, com pronome oblíquo tônico ou o pronome relativo quem, para evitar ambiguidade, para indicar ideia de parte, porção e com o nome próprio Deus. Pode ser repetido enfaticamente, chamado de pleonástico

Objeto indireto - complemento de verbo transitivo indireto. Também pode ser pleonástico

Complemento nominal - complemento de substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio

Agente da passiva - é quem pratica a ação na voz passiva analítica. Torna-se sujeito na transformação para a voz passiva. Não aparece na voz passiva sintética

Termos acessórios:

Adjunto adnominal - acompanha o substantivo, qualificando-o, especificando-o

Adjunto adverbial - indica circunstâncias, modifica um verbo, um adjetivo, um advérbio ou uma frase inteira

Aposto - explica, enumera, resume, especifica ou distribui outro termo da oração

Vocativo - é usado para chamar, interpelar um ouvinte. É um termo independente, não pertence ao sujeito nem ao predicado. Pode vir antecedido de interjeições de chamamento

Orações:

Absoluta - única oração do período simples

Coordenada - une-se à outra sem exercer função sintática

Subordinada - representa um termo da outra oração, chamada principal

Orações coordenadas - podem ser: 
sindéticas (com conjunção) ou 
assindéticas (sem conjunção, apenas justapostas, separadas por vírgula). 
As sindéticas podem ser aditivas, adversativas, alternativas, explicativas ou conclusivas.

Orações subordinadas - podem ser: 
substantivas (iniciadas por conjunção integrante, pronome ou advérbio interrogativo)
adjetivas (iniciadas por pronome relativo) e 
adverbiais (iniciadas por qualquer conjunção subordinativa, exceto as integrantes)

As substantivas podem ser subjetivas (funcionam como sujeito), predicativas (funcionam como predicativo, aparecem sempre depois do verbo ser), objetivas diretas (funcionam como objeto direto), objetivas indiretas (funcionam como objeto indireto), completivas nominais (funcionam como complemento nominal), apositivas (funcionam como aposto, normalmente vêm precedidas de dois-pontos, e eventualmente podem vir entre vírgulas) e agente da passiva (funcionam como agente da passiva). As adverbiais podem ser causais, condicionais, comparativas, conformativas, consecutivas, concessivas, finais, proporcionais, temporais, modais e locativas. As adjetivas podem ser explicativas (sentido amplo) ou restritivas (sentido restrito)

Orações reduzidas - são orações subordinadas sem conectivo, iniciadas por um verbo no infinitivo, gerúndio ou particípio. As substantivas só podem ser reduzidas de infinitivo, enquanto as adjetivas e adverbiais podem ser reduzidas nas três formas nominais. Eventualmente, uma oração coordenada aditiva pode ser reduzida de gerúndio. Das adverbiais, as comparativas, conformativas e proporcionais são sempre desenvolvidas. Algumas orações adverbiais reduzidas permitem mais de uma interpretação

Figuras de linguagem:

Metáfora - comparação sem o conectivo. Se ele estiver expresso, ocorre comparação

Metonímia - troca de palavras com sentido próximo: autor / obra, continente / conteúdo, causa / efeito, concreto / abstrato, produto / marca, inventor / invento, sinal / coisa que o representa, singular / plural, indivíduo / classe, gênero / espécie, possuidor / possuído, coisa primária / coisa secundária, instituição / o que ela representa

Hipérbole - exagero

Eufemismo - suavização

Prosopopeia ou personificação - características humanas, como fala, movimento e raciocínio, transmitidas aos animais ou seres não humanos

Pleonasmo - repetição de um termo ou ideia com a intenção de enfatizar

Anacoluto - quebra da frase, de modo que o termo fique sem função sintática

Antítese - oposição de ideias

Paradoxo - oposição de ideias, com sentido absurdo

Sinestesia - fusão de sentidos

Ironia - uso de palavras com sentido oposto

Silepse - concordância associada à ideia que se quer transmitir, e não com o termo que está expresso. Pode ser de gênero, número e pessoa

Catacrese - uso de um termo por falta de um específico ou palavra que perdeu o sentido original

Polissíndeto - repetição do conectivo

Assíndeto - omissão do conectivo

Elipse - omissão de um termo facilmente subentendido

Zeugma - omissão de um termo que já apareceu antes

Perífrase - expressão que designa um ser a partir de uma característica, atributo ou fato que o tornou famoso. Referindo-se a uma pessoa, chama-se antonomásia

Gradação - sequência de ideias em ordem crescente ou decrescente

Hipérbato - inversão da ordem direta

Apóstrofe - chamamento, sintaticamente equivalente ao vocativo

Hipálage - qualificação de um termo em vez de outro

Vícios de linguagem:

Pleonasmo vicioso, tautologia ou redundância - repetição desnecessária de uma ideia, não intencional e sem valor estilístico. 

Solecismo - erro de sintaxe, seja de concordância, regência ou colocação pronominal

Barbarismo - erro no uso da palavra. Divide-se em: silabada (deslocamento indevido da sílaba tônica), cacografia (pronúncia errada de uma palavra), cacoépia (erro de ortografia) e deslize (uso inadequado de homônimos ou parônimos)

Ambiguidade ou anfibologia - duplicidade de sentidos, que dificulta o entendimento do texto.

Eco - repetição de palavras com a mesma terminação. É uma qualidade nos textos literários, mas um defeito nos textos informativos

Cacofonia - encontro de duas ou mais palavras, formando uma terceira de som desagradável

Hiato - repetição de vogais, provocando dissonância

Colisão - repetição de vogais, provocando dissonância

Plebeísmo - uso de palavras de baixo calão, gírias e termos informais

Arcaísmo - uso de palavras e expressões já ultrapassadas

Preciosismo - excesso de palavras para transmitir ideias simples, é o popular falar difícil, bastante comum na linguagem jurídica

Parequema - sílaba final e inicial iguais em palavras seguidas

Vulgarismo - uso de expressões que não se enquadram no padrão culto

Gerundismo - uso excessivo e desnecessário do gerúndio, muito comum no telemarketing

Queísmo - uso excessivo e desnecessário do pronome que

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