Prof. Renato Aquino (3)
Estrutura das palavras:
Radical - a parte principal. Também é chamado de lexema ou semantema. Às vezes se altera
Afixos - criam palavras novas:
Prefixo - vem antes do radical
Sufixo - vem depois do radical
Desinências - indicam flexões. Podem ser:
Nominais - indicam o gênero e o número dos substantivos, adjetivos, numerais e pronomes
Verbais - indicam o número, pessoa, tempo e modo. As duas primeiras são chamadas de modo-temporais, e as duas últimas, número-pessoais
Vogal temática - forma, juntamente com o radical, o tema. Pode ser:
Nominal - A, E e O quando átonas. Se forem tônicas, pertencem ao radical
Verbal - A, E e I, indicam à qual conjugação o verbo pertence: 1ª, 2ª ou 3ª. O verbo pôr - e seus derivados - pertence à 2ª conjugação, porque sua forma antiga era poer
Vogais e consoantes de ligação - aparecem entre o radical e o sufixo para facilitar a pronúncia.
Formação das palavras
As palavras podem ser:
Primitivas - dão origem a outras
Derivadas - formam-se de outras
Simples - só um radical
Compostas - mais de um radical
Derivação:
Prefixal - com prefixo
Sufixal - com sufixo
Prefixal e sufixal - com prefixo e sufixo, se um deles for retirado a palavra continua com sentido
Parassintética - com prefixo e sufixo, simultaneamente, se um deles for retirado a palavra perde o sentido
Regressiva - redução da palavra primitiva. Normalmente são substantivos abstratos que derivam de verbos na forma infinitiva
Imprópria - troca de classe gramatical
Composição:
Por justaposição - sem perda ou acréscimo de fonemas, com ou sem hífen
Por aglutinação - com perda ou acréscimo de fonemas, sempre sem hífen
Processos secundários:
Hibridismo - palavras formadas por elementos de línguas diferentes
Onomatopeia - palavras que reproduzem sons ou ruídos
Abreviação - redução de uma palavra
Siglonimização - ocorre quando uma expressão inteira é transformada em sigla
Processos de renovação da língua:
Palavra-valise - combinação de duas palavras que dão origem a outra
Neologismo - criação de uma palavra ou expressão nova ou mudança de sentido de uma palavra já existente
Estrangeirismo - introduz palavras de outros idiomas na língua portuguesa
Decalque - tradução de uma palavra ou expressão estrangeira
Intensificação - alargamento do sufixo de uma palavra já existente
Elementos da comunicação - Roman Jakobson:
Emissor - produz, codifica a mensagem
Receptor - recebe, interpreta e decodifica a mensagem
Mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor
Código - instrumentos usados na transmissão da mensagem
Canal - meio pelo qual circula a mensagem
Referente ou contexto - assunto ou situação à qual a mensagem se refere
Funções da linguagem:
Função emotiva ou expressiva - centrada no emissor, na expressão pessoal do que é expresso. Suas marcas são a 1ª pessoa, reticências, ponto de exclamação, interjeições e adjetivos valorativos. É usada em poemas, letras de música, cartas pessoais, cordéis, novelas, entrevistas, biografias, memórias, depoimentos e diários
Função conativa, apelativa ou imperativa - centrada no receptor, com a intenção de convencê-lo a adotar um determinado comportamento. Suas marcas são a 2ª pessoa, o imperativo e o vocativo. É usada em propagandas, sermões religiosos, discursos políticos, horóscopo, autoajuda, preces e orações
Função referencial, denotativa ou informativa - centrada no referente, com a intenção de informar, faz referência a acontecimentos e pessoas e conta a realidade dos fatos. Suas marcas são a 3ª pessoa e a ordem direta. É usada nos jornais, revistas, telejornais, artigos científicos, livros didáticos, documentos oficiais, correspondências comerciais, receitas, manuais de instrução, bulas de remédio e redações
Função poética ou estética - centrada na mensagem, refere-se a um mundo novo, criado pela linguagem. Suas marcas são as figuras de linguagem, a conotação, ambiguidade, polissemia e intertextualidade. É usada nos textos literários, letras de música, textos publicitários, piadas, trocadilhos e histórias em quadrinhos
Função fática - centrada no canal, busca a interação entre falantes. Suas marcas são a abertura, manutenção e encerramento do canal. É usada em cumprimentos, saudações, despedidas, vinhetas e conversas telefônicas
Função metalinguística - centrada no código, usa a linguagem para se referir à própria linguagem. Suas marcas são a linguagem explicando ela mesma. É usada em gramáticas, dicionários e programas de TV que falam sobre a própria televisão
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